POLÍCIA
Miss MT relata perseguição e abuso sexual no trânsito em Rondonópolis
Miss Mato Grosso 2019, Ingrid Santin, foi vítima de abuso sexual no último domingo (26), em uma rua de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Segundo o relato dela, em uma rede social, tudo aconteceu no trânsito, quando ela foi perseguida por um motoqueiro, que parou ao seu lado e passou a mão em sua genitália. Ao procurar a Delegacia da Mulher, foi informada que nada adiantaria registrar o caso se não tivesse anotado a placa da moto do agressor.
De acordo com a jovem, que relatou o fato em um vídeo publicado em sua página de rede social, ela estava indo de moto para a casa da irmã, quando percebeu que estava sendo seguida por um motoqueiro. Na rua, também tinha uma caminhonete na sua frente.

Ela disse que ao perceber que estava sendo seguida, tentou ultrapassar a caminhonete, mas não conseguiu. Ele parou ao meu lado e nesse momento, colocou a mão entre as minhas pernas, nas minhas partes íntimas e apalpou, disse com a voz embargada.
Em seguida, a vítima relata que a reação foi puxar a moto para outro lado eu quase cai, comecei a gritar e a buzinar. Ele virou a rua e foi embora. Fiquei desesperada e com medo. Fui até a casa da minha irmã, onde ela me acolheu.
Imagens das câmeras de segurança instaladas pela rua onde a vítima passou já foram captadas e estão sendo divulgadas para ajudar a identificar o agressor.

Delegada determina diligências
Quando procurou a Delegacia da Mulher para registrar o caso, a miss teve uma surpresa. Depois de relatar o caso para uma servidora, foi questionada se tinha anotado a placa da moto do agressor e respondeu que não.
Na hora do desespero, eu não tinha anotado. Mas, eu sabia identificar a roupa, a moto. Ela disse que não poderia realizar o boletim sem a placa, que não faria sentido, conta.
Desacreditada, ela deixou a delegacia e desabafou em um vídeo. Agora sei porque tantas mulheres não denunciam ou até chegam a denunciar e acontece algo mais grave depois.

O boletim de ocorrência foi registrado na manhã de segunda-feira (27) e que vai apurar, de forma administrativa, se houve alguma falha disciplinar por parte da servidora quanto ao atendimento prestado à vítima.
Durante o procedimento de registro de ocorrências, os policiais coletam o maior número possível de informações para dar prosseguimento às investigações. De fato, foi perguntado à vítima se ela havia conseguido anotar a placa da motocicleta, pois é necessário reunir informações para que seja possível identificar o agressor. Contudo, o fato da vítima não conseguir dar tal informação não é empecilho para o registro da ocorrência, como de fato foi feito, diz a nota.
Além disso, foi informado que a delegada responsável pelo caso já determinou diligências para identificar o suspeito. Ressalta que todas as Delegacias da Mulher têm equipes aptas a fazer o registro e acolhimento das vítimas que procuram as unidades, finaliza.
TEXTO: Yuri Ramires / GAZETADIGITAL
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