POLÍCIA

Mulher desmente marido, que disse que pedalou 70km de bike até Sorriso, nega agressões e diz que ele estava bêbado durante discussão

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A mulher citada em uma reportagem divulgada nesta terça-feira (15), após o marido, de 29 anos, afirmar ter sido vítima de agressões, ameaças e perseguições em Ipiranga do Norte, apresentou uma versão diferente sobre o episódio.

Na primeira versão, o homem afirmou que teria permanecido trancado em um quarto por medo de apanhar e que depois teria fugido pela janela, seguindo de bicicleta por aproximadamente 70 quilômetros até Sorriso.

Após a repercussão do caso, a mulher procurou a imprensa e negou as acusações. Segundo ela, o marido havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica no domingo e estava bastante alterado dentro da residência.

Ela reconhece que houve uma discussão verbal entre o casal, mas afirma que em nenhum momento houve agressão física ou ameaça com faca.

“Em nenhum momento eu peguei faca, em nenhum momento eu agredi ele, em nenhum momento eu parti para cima dele”, declarou.

Segundo a mulher, vizinhas perceberam a discussão e chegaram a ameaçar chamar a polícia devido aos gritos do homem. Ela afirma que pediu para que isso não fosse feito porque acreditava que a situação poderia ser resolvida entre o casal.

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Outro ponto contestado envolve as chaves da motocicleta e do carro. A mulher confirmou que guardou as chaves, mas disse que fez isso por preocupação com a segurança do marido, já que ele estaria muito alcoolizado.

“Eu guardei a chave da moto e do carro porque ele estava muito bêbado”, afirmou.

Ela também relatou que os dois filhos do casal, uma menina de 3 anos e um menino de 8, estavam na residência e presenciaram parte da discussão. Segundo sua versão, as crianças poderiam confirmar que não houve agressão física nem ameaça com faca.

Depois que o marido deixou a residência, a mulher afirma que ficou preocupada por não saber onde ele estava e chegou a procurá-lo no trabalho e em uma unidade de saúde.

Ela diz que somente mais tarde soube que o companheiro não pretendia voltar para casa e que havia deixado o emprego.

“Tudo que foi contado na matéria foi distorção”, declarou.

A mulher também informou que pretende procurar a Delegacia da Mulher para apresentar formalmente sua versão, registrar uma ocorrência e buscar orientações sobre uma possível medida protetiva.

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O caso apresenta versões divergentes e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

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