Homem foi encontrado depois de quase dois dias de buscas; polícia também apura declaração de que ele teria cometido dezenas de assassinatos

“O look não convenceu durante fuga” homem é suspeito de cometer 16 homicídios em três meses

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Um homem de 33 anos, identificado como Jorlan Alves da Silva, foi preso após aproximadamente 48 horas de buscas em Mulungu, no Agreste da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado pela possível participação em 16 homicídios ocorridos em um intervalo de cerca de três meses.

Para tentar evitar ser reconhecido durante a fuga, o suspeito teria usado roupas femininas, incluindo vestido, peruca, sandálias, óculos escuros e unhas pintadas. Ele também carregava uma criança de aproximadamente dois anos no colo quando passou por uma equipe policial.

De acordo com os investigadores, inicialmente Jorlan conseguiu evitar a abordagem. A identificação ocorreu posteriormente, quando uma tatuagem ficou exposta durante a tentativa de fuga e chamou a atenção dos policiais.

Buscas duraram cerca de 48 horas

A operação começou depois que o suspeito teria escapado de uma abordagem policial. Conforme as informações da investigação, Jorlan teria deixado Cabedelo acompanhado de outras pessoas e seguido para Mulungu, onde pretendia permanecer escondido.

As equipes policiais realizaram buscas na região até conseguirem localizar o investigado.

Segundo a Polícia Civil, após passar pelos policiais usando o disfarce, Jorlan teria retornado ao imóvel onde estava escondido. No local, ele teria pegado um revólver e deixado a criança.

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Durante uma nova tentativa de fuga, o vestido teria se deslocado, revelando uma tatuagem. O detalhe ajudou os policiais a reconhecerem o suspeito, que acabou detido.

Investigação aponta 16 homicídios

 

O delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso, informou que os 16 homicídios investigados teriam ocorrido depois que Jorlan deixou o sistema prisional, no final de maio deste ano.

Entre os crimes está a morte de dois comerciantes, registrada em 1º de agosto, no município de Rio Tinto.

A Polícia Civil afirma que alguns dos casos mais recentes possuem elementos considerados relevantes para a investigação, entre eles evidências técnicas e declarações atribuídas ao próprio suspeito.

A possível ligação de Jorlan com outras mortes também está sendo investigada pelas autoridades.

Suspeito teria relatado dezenas de assassinatos

Durante o interrogatório, conforme relatado pelo delegado, Jorlan afirmou que teria cometido seu primeiro homicídio quando tinha 13 anos.

Ainda segundo a polícia, ele declarou ter matado aproximadamente 80 pessoas ao longo da vida. A informação, porém, ainda precisa ser investigada e confirmada pelas autoridades.

O delegado Douglas Garcia afirmou que a polícia considera o relato relevante e trabalha para verificar quantos crimes podem, de fato, estar relacionados ao suspeito.

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Cinco mandados foram cumpridos

Após a prisão, cinco mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Jorlan, de acordo com a Polícia Civil. As ordens judiciais estão relacionadas a investigações envolvendo homicídios.

As autoridades continuam levantando informações para esclarecer a participação do homem nos crimes e verificar se existem outras ocorrências que possam estar ligadas a ele.

Em uma das investigações, segundo o delegado, o suspeito teria indicado com precisão o local onde o corpo de uma jovem estaria enterrado. A informação passou a ser analisada pelos investigadores.

Criança não seria parente do suspeito

A criança que estava nos braços de Jorlan durante a fuga não seria familiar do homem, segundo as informações divulgadas pela polícia.

Após ser localizada, a criança passou por atendimento médico e, conforme as últimas informações, está bem.

As autoridades ainda tentam esclarecer por que a criança estava sob os cuidados do suspeito e em quais circunstâncias ela foi levada durante a fuga.

Jorlan permanece preso enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações. O objetivo é esclarecer os homicídios atribuídos a ele e verificar a procedência das demais declarações feitas durante o interrogatório.

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