MATO GROSSO

OPERAÇÃO CAÇA MONSTROS: Polícia Civil mira suspeitos de abuso infantil em MT, PE e MS; investigado tinha conteúdo nazista

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Uma grande ofensiva contra crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (18), em Mato Grosso, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. As operações, batizadas de “Cesin” e “Marco Zero”, têm como alvo suspeitos investigados por estupro de vulnerável, produção, compartilhamento e armazenamento de pornografia infantil.

As ações acontecem justamente no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data criada pela Lei Federal nº 9.970/2000 para conscientizar a população sobre a gravidade desse tipo de crime.

Em Mato Grosso, os mandados judiciais foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados já havia sido preso em 2019 pelo mesmo tipo de crime e voltou a ser alvo das autoridades após novas investigações apontarem que ele continuava armazenando materiais ilegais.

A operação Cesin foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificou nos dispositivos dos suspeitos diversos arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil. Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam celulares, notebooks, HDs e outras mídias eletrônicas utilizadas para armazenar e compartilhar o conteúdo criminoso.

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As investigações apontam que os suspeitos utilizavam redes de compartilhamento para disseminar fotos e vídeos envolvendo abusos contra crianças e adolescentes. Conforme o delegado Sued Dias Júnior, responsável pelo caso, todos os investigados utilizavam ferramentas semelhantes para baixar e espalhar os arquivos ilícitos.

Um dos casos que mais chamou atenção durante a operação foi o de um investigado que, além de armazenar conteúdo de abuso infantil, também possuía materiais de apologia ao nazismo. Por conta disso, ele também deverá responder por esse crime.

Já a Operação Marco Zero cumpriu 18 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de estupro de vulnerável. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), que identificou alvos nos três estados.

Segundo o delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, esta é considerada a primeira operação da especializada com um número tão elevado de prisões preventivas envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, motivo pelo qual recebeu o nome de “Marco Zero”.

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A Polícia Civil reforçou que denúncias relacionadas a abuso e exploração sexual infantil podem ser feitas anonimamente através do Disque 100 ou diretamente às autoridades policiais.

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