POLÍCIA

Pastor denuncia hospital por morte de bebê após parto em MT

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O pastor evangélico Kennedy Conceição da Costa Evangelista registrou um boletim de ocorrência no domingo (19) contra um Hospital Vale do Guaporé, de Pontes e Lacerda (445 km de Cuiabá). Ele acusa a unidade por negligência, após descobrir um corte do pescoço do filho recém-nascido que, segundo o hospital, já nasceu sem vida.

O pai contesta essa versão. Segundo declaração, o pastor contou que a esposa entrou em trabalho de parto no sábado, por volta das 23h30. Ela foi atendida por três médicos, sendo um obstetra, um pediatra e um anestesista

Ainda segundo ele, o bebê nasceu com vida, entretanto, poucas horas após o parto, a família foi comunicada sobre a morte do recém-nascido. A criança foi entregue aos pais com um curativo no pescoço. Quando retiraram a bandagem, descobriram um corte extenso e já suturado, fato que não havia sido comunicado pelo hospital até então.

Um vídeo mostra a criança sendo foi entregue para os pais, já vestido com um macacão azul, entretanto, não é possível ver o ferimento. A família abre a roupinha e identifica um curativo no pescoço da criança. Ao remover a gaze, vê o corte já com pontos. 

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O pastor disse que está muito abalado. Ele explicou que o corpo do bebê  foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), em Cáceres, e passará por exames de necropsia. Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontará a real causa da morte. 

Um inquérito policial foi instaurado na Delegacia de Pontes e Lacerda para apurar o caso. As investigações estão em fase inicial e as testemunhas ainda serão ouvidas no decorrer da semana.

OUTRO LADO

O diretor-presidente do hospital, José Paulo Araujo Adriano, afirmou que não poderia falar pelos médicos, mas disse que entraria em contato com a equipe para saber se haveria um posicionamento.

“A paciente, até o levantamento que fiz, foi assistida por três profissionais médicos, a obstetra, o pediatra e o anestesista quando entrou m trabalho de parto. Eu não posso falar sobre os médicos, então acho que a melhor coisa que tem a fazer neste momento é alinhar com os profissionais e eles falarem o que aconteceu. Uma história sempre tem duas versões, então é legal a gente ouvir e não agir no calor da emoção, agir em cima da razão e dos fatos”, explicou.

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Fonte: FOLHA MAX

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