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PC prende faccionados por cobrar “taxa de proteção” de empresários em MT

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Silentium Vocis, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa suspeita de extorquir comerciantes no município de Poconé. Ao todo, foram cumpridas 14 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão domiciliar e sete quebras de sigilo, expedidas pela Vara Única do município.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Poconé, integrantes do grupo criminoso vinham intimidando empresários locais para exigir o pagamento mensal de uma chamada “taxa de proteção”, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 500, conforme o porte do comércio e o volume de vendas. As abordagens ocorriam presencialmente nos estabelecimentos ou por meio de mensagens via WhatsApp.

De acordo com a Polícia Civil, os comerciantes que se recusavam a pagar eram ameaçados com furtos, roubos, agressões físicas, depredações e até incêndios. O medo de represálias fez com que muitas vítimas não registrassem boletins de ocorrência, o que dificultou a identificação inicial do esquema criminoso.

As apurações também identificaram um aumento significativo nos crimes patrimoniais em Poconé ao longo de 2025, o que reforçou os indícios da atuação sistemática da facção. A investigação conseguiu individualizar a conduta de cada envolvido, apontando vínculo associativo, divisão de tarefas e participação direta no esquema de extorsão, fundamentos que embasaram os pedidos judiciais.

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A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Inter Partes, alinhada ao programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, que intensificou o combate à criminalidade organizada no Estado.

Segundo o delegado Matheus Prates de Oliveira, responsável pela investigação, a ação representa um avanço importante para a segurança local. “O trabalho reforça as ações de segurança pública na proteção da coletividade e no enfrentamento à atuação das facções criminosas que atentam contra a ordem pública e a tranquilidade social na cidade de Poconé”, afirmou.

O nome Silentium Vocis, que significa “silêncio da voz”, faz referência ao medo imposto aos comerciantes, que permaneciam calados diante das extorsões por receio de sofrer represálias. As investigações continuam, e a Polícia Civil não descarta novas diligências no decorrer do inquérito.

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