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PF investiga queda de avião e suspeita de resgate de ex-delegado em MT

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A Polícia Federal (PF) assumiu a investigação sobre a queda de uma aeronave supostamente utilizada no tráfico internacional de drogas na região de Juara, a cerca de 709 km do médio-norte de Mato Grosso. Os destroços foram encontrados em uma área de vegetação queimada na tarde de terça-feira (2), possivelmente incendiada após o impacto, segundo informações da Polícia Civil. A operação contou com apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

 

De acordo com as autoridades, o avião teria sido abatido na última sexta-feira (28) pela Força Aérea Brasileira (FAB), após voar sem plano de voo e representar risco à segurança nacional. O piloto seria o ex-delegado da Polícia Civil, Arnaldo Agostinho Sottani, de 53 anos, apontado como velho conhecido das rotas do tráfico na região.

 

A aeronave caiu em uma área de mata de difícil acesso, na comunidade rural Portal do Céu, em Paranorte, distante aproximadamente 80 km do perímetro urbano de Juara. Após a localização dos destroços, equipes de policiais civis, peritos da Politec, bombeiros e forças de segurança foram deslocadas para o ponto indicado. Os trabalhos se estenderam até a madrugada desta quarta-feira (3).

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A ausência de corpo no local reforça a suspeita de que o piloto tenha sido resgatado por comparsas antes da chegada das equipes. Também é investigada a possibilidade de o fogo ter sido provocado para destruir a carga de drogas que estaria sendo transportada. Informações sobre buscas na mata com cães farejadores não foram confirmadas oficialmente, e todos os detalhes da operação são mantidos em sigilo.

 

O histórico criminal de Sottani inclui diversas ocorrências. Em setembro de 2016, ele foi preso em General Carneiro transportando 150 kg de cocaína em um avião. Na ocasião, tentou levantar voo em uma pista clandestina para fugir, mas acabou baleado na perna por um disparo de fuzil. Já em março de 2021, voltou a ser detido, dessa vez pela Polícia Civil de Minas Gerais, sob acusação de lavagem de dinheiro ao tentar comprar uma aeronave com R$ 260 mil em espécie.

 

A PF continua os levantamentos para identificar oficialmente a aeronave, confirmar a origem e o destino do voo e esclarecer se houve resgate do piloto após a queda.

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