POLÍCIA

Polícia Civil conclui que PM foi morto durante aula de jiu-jitsu após marido descobrir relação extraconjugal em MT

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Policial mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa do acusado, segundo conclusão da Polícia Civil

Uma relação extraconjugal mantida havia mais de dois anos motivou o assassinato do cabo da Polícia Militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão, de 32 anos. Ele foi morto com seis tiros durante uma aula de jiu-jitsu em um projeto social no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

A conclusão do inquérito foi divulgada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17). O crime ocorreu em 4 de agosto e foi investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo as investigações, o autor dos disparos foi Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, marido da mulher com quem Renato mantinha o relacionamento. A Polícia Civil concluiu que ele decidiu cometer o crime após descobrir que a companheira se relacionava com o militar havia mais de dois anos.

Renato ministrava uma aula de jiu-jitsu em um centro comunitário quando foi surpreendido pelo atirador. Conforme o inquérito, seis disparos foram efetuados contra o policial.

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A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o ataque, o suspeito foi imobilizado pelos alunos que acompanhavam a aula e permaneceu contido até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.

Durante o interrogatório, o investigado exerceu o direito de permanecer em silêncio. Entretanto, conforme a Polícia Civil, depoimentos e outros elementos reunidos durante as investigações confirmaram a autoria e indicaram que o homicídio teria sido uma ação isolada.

Com a conclusão do inquérito, Jhonatan foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena prevista pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e disponibilizado ao Ministério Público para análise e eventual oferecimento de denúncia. O processo tramita em segredo de Justiça.

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