POLÍCIA

Polícia Civil desarticula esquema de roubo de entorpecentes entre facções criminosas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Tu Quoque, com o objetivo de desarticular um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas envolvendo integrantes de facções criminosas atuantes no Estado.

Ao todo, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda.

Também foram determinadas medidas de restrição de veículos e bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valores que podem chegar a R$ 2,5 milhões. Entre os alvos da operação está um policial militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Segundo as investigações, o esquema criminoso funcionava em duas frentes. Um dos núcleos era responsável por identificar e monitorar depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa na região de fronteira. O segundo grupo saía da Capital em direção a Pontes e Lacerda para executar o roubo dos entorpecentes e, posteriormente, realizar o transporte e a distribuição da droga na região metropolitana.

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De acordo com a Polícia Civil, o policial militar investigado era responsável por coordenar a subtração da droga e organizar a separação do entorpecente para a equipe encarregada da distribuição.

As investigações tiveram início após a prisão de um dos envolvidos no esquema. Embora parte do grupo tenha conseguido fugir na ocasião, o avanço das apurações permitiu identificar outros integrantes e revelar a atuação da organização criminosa no roubo, redistribuição e comercialização de drogas.

Além dos crimes de roubo e tráfico de entorpecentes, a Polícia Civil apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao grupo criminoso. As investigações apontam a utilização de contas bancárias de familiares, empresas de fachada e plataformas de apostas para movimentação e ocultação dos valores obtidos com o tráfico.

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