VÉU DE ÍSIS
Polícia prende dois e mira suspeitos de executar jovem com tiros na cabeça em MT
Terceira fase da operação cumpriu cinco ordens judiciais em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (10), a terceira fase da investigação sobre o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos. A jovem foi executada com dois tiros na cabeça dentro de uma casa noturna, em Poxoréu.
Batizada de Operação Véu de Ísis, a ação cumpriu cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As diligências ocorreram simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.
Um dos presos já havia sido detido temporariamente durante a segunda fase da investigação, denominada Operação Elo Oculto.
Segundo a Polícia Civil, a nova etapa foi desencadeada após a análise de celulares, documentos e outros materiais apreendidos anteriormente. Os elementos revelaram novas informações sobre a dinâmica do assassinato, a possível motivação e a participação de outras pessoas.
Suspeita de ligação com organização criminosa
Uma das linhas investigativas aponta que a execução pode estar relacionada à atuação de uma organização criminosa na região.
A polícia apura a suspeita de que Lavínia mantivesse contato com integrantes das forças de segurança e repassasse informações relacionadas ao tráfico de drogas. Essa hipótese, entretanto, ainda não foi confirmada e o procedimento tramita sob sigilo.
Durante uma fase anterior, os investigadores também apuraram se a jovem teria sido confundida com uma informante da Polícia Militar por acompanhar a mãe, que trabalhava na base da corporação em Poxoréu.
Execução dentro de casa noturna
Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio de 2026. Conforme a investigação, um homem entrou no estabelecimento onde ela estava, aproximou-se e efetuou dois disparos contra a cabeça da jovem. O criminoso fugiu logo depois.
A vítima morreu ainda no local.
Na etapa anterior da investigação, o vereador de Poxoréu Túlio César, do Republicanos, foi alvo de uma ordem de prisão temporária. Na ocasião, a polícia apurava a possível participação do parlamentar no crime.
O nome “Véu de Ísis” faz referência à descoberta de elementos que permaneciam ocultos durante as primeiras etapas da apuração.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Poxoréu, com apoio de equipes de Rondonópolis e Cuiabá. As diligências continuam para identificar todos os envolvidos e individualizar a participação de cada investigado.
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