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RODANDO ENTRE UPAs E SEM DIAGNÓSTICO: mulher morre após ser liberada várias vezes em Sorriso; família denuncia negligência

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Uma morte cercada de dor e revolta está gerando indignação em Sorriso (MT). A família de Jaires Carvalho, de 40 anos, denuncia uma sequência de atendimentos médicos que, segundo eles, pode ter contribuído diretamente para a morte da paciente.

De acordo com os familiares, tudo começou na última sexta-feira (18), quando Jaires passou mal durante o trabalho, com fortes dores abdominais. Ela foi socorrida pelo Samu e levada até a UPA Central. No local, recebeu medicação para dor e foi liberada — sem a realização de exames de imagem.

No sábado, já com o quadro pior, Jaires voltou à mesma unidade. Mais uma vez, segundo a família, foi medicada e liberada sem um diagnóstico preciso.

A situação se agravou no domingo, quando a paciente apresentou pressão baixa e sinais mais graves. Ela foi levada à UPA da Zona Leste e, em seguida, transferida novamente para a UPA Central. Ainda assim, conforme o relato, não foram realizados exames que poderiam identificar a gravidade do caso.

Na segunda-feira, o pior aconteceu: Jaires sofreu sete paradas cardíacas e não resistiu.

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O atestado de óbito aponta como causa da morte insuficiência respiratória aguda, sepse de foco abdominal e peritonite aguda — condições que, segundo a família, poderiam ter sido detectadas com antecedência.

Abalados, familiares cobram respostas e questionam a conduta médica diante das sucessivas liberações sem investigação mais aprofundada.

Jaires foi sepultada na manhã desta terça-feira (21), sob forte comoção.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde e das unidades envolvidas.

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