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Urgente: Tio desmente versão apresentada por pai que matou filha de 12 anos em VG: “Ele é analfabeto”

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O tio materno de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morta pelo próprio pai em Várzea Grande, contestou a versão apresentada pelo suspeito de que o crime teria ocorrido após ele descobrir conversas da adolescente com um garoto pelas redes sociais.

 

Durante entrevista ao programa Cadeia Neles, exibido nesta quarta-feira (10), o familiar afirmou que Claudinei da Silva, de 42 anos, não teria condições de acessar ou interpretar mensagens no celular da filha, alegando que ele seria analfabeto.

 

“Ele falou que pegou conversa da minha sobrinha com rapaz, mentira. Primeiramente, ele não sabe nem ler e nem escrever direito. Ele é analfabeto. Ela teve um celular que o pai deu, mas eles tomaram”, declarou o tio da vítima.

 

Até o momento, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não confirmou oficialmente a existência das supostas mensagens citadas pelo investigado. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.

Crime brutal

O crime aconteceu na noite de domingo (7), no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. Claudinei foi autuado por feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos. A prisão em flagrante já foi convertida em preventiva pela Justiça.

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Segundo o delegado Nilson Farias, responsável pelo caso, pai e filha passaram o dia em uma confraternização familiar realizada em um clube, onde comemoravam o aniversário do avô da menina. O suspeito teria ingerido bebida alcoólica durante o evento.

 

Em depoimento, Claudinei afirmou que, ao retornar para casa, pegou o celular da filha e teria encontrado conversas trocadas com um menino pelo Instagram. Após repreender Olga, os dois iniciaram uma discussão.

 

Ainda conforme o relato prestado à polícia, o homem confessou que esganou a filha durante o desentendimento.

 

 

De acordo com o delegado, o enforcamento foi extremamente violento e provocou o rompimento de vasos sanguíneos da adolescente, causando sangramento pelo nariz.

 

“Quando ele percebeu a gravidade da situação e viu o sangue, ainda havia a possibilidade de acionar socorro. Em vez disso, ele fugiu. Pensou na própria integridade, mas não na vida da filha”, afirmou Nilson Farias.

 

Durante a perícia realizada na residência, os investigadores encontraram manchas de sangue no quarto onde Olga foi localizada, além de vestígios em uma bermuda pertencente ao suspeito.

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A mãe da adolescente encontrou a filha caída no chão de um dos cômodos da casa e a levou às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá. No entanto, Olga já chegou ao local sem sinais vitais.

 

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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