ESCÂNDALO NO SISTEMA PRISIONAL

Policial penal é preso em MT suspeito de facilitar entrada de celulares e drogas em presídio

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Um policial penal e um detento foram presos nesta quinta-feira (22), em Tangará da Serra, a 239 quilômetros de Cuiabá, após a descoberta de materiais ilícitos dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. O servidor Jamberto Pedroso de Barros é suspeito de facilitar a entrada dos produtos na unidade prisional.

O detento Sidney dos Santos, apontado como integrante de uma facção criminosa, foi flagrado com drogas, aparelhos celulares e outros materiais proibidos. A suspeita contra o policial penal surgiu após uma movimentação considerada atípica durante um suposto atendimento por videoaudiência.

MOVIMENTAÇÃO SUSPEITA LEVANTOU ALERTA

De acordo com as informações da ocorrência, por volta das 11h50, o policial solicitou que a equipe de carceragem conduzisse o detento até a sala de videoaudiência. Pouco tempo depois, informou que o atendimento havia terminado e pediu que o preso fosse levado de volta à cela.

A movimentação chamou a atenção dos servidores de plantão, que conferiram a lista oficial de agendamentos do cartório penal. A verificação apontou que os atendimentos do período da tarde só começariam às 13h30 e que não havia nenhuma oitiva prevista para aquele detento no horário informado.

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Diante da suspeita, os agentes realizaram uma revista pessoal minuciosa e encontraram entorpecentes, celulares, bateria, gesso, cola e outros objetos proibidos dentro da unidade.

POLICIAL PENAL TEVE PRISÃO CONVERTIDA EM PREVENTIVA

O detento foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e por ingresso de aparelho celular em estabelecimento prisional sem autorização legal.

Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão do policial penal em preventiva. Com a decisão, ele foi afastado das funções, conforme os procedimentos aplicáveis ao caso.

Além da investigação criminal, o servidor responderá a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado pela Corregedoria-Geral para apurar sua conduta na esfera administrativa.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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