Prestação de Contas Sob Pressão

Assembleia em condomínio de Lucas do Rio Verde é marcada por tensões e conflito; síndica divulga esclarecimento

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A assembleia de prestação de contas realizada recentemente em um condomínio localizado na Avenida Ângelo Antônio da Lauba, em Lucas do Rio Verde, ganhou novos desdobramentos após a síndica divulgar um extenso esclarecimento sobre os fatos que antecederam e culminaram no conflito registrado durante o encontro.

Segundo a síndica, a prestação de contas estava prevista para ocorrer somente após a conclusão da auditoria referente ao período administrado pela antiga administradora, conforme determinação assemblear. Ela afirma que vinha tentando seguir esse procedimento, mas relata que surgiram diversos entraves provocados pela nova administradora, que teria adotado postura destoante do que havia sido deliberado pela comunidade condominial.

 

Grupo de moradores teria tentado impedir assembleia

 

O comunicado aponta que a administradora passou a se alinhar a um grupo de moradores que possuem pendências internas, como multas e notificações relacionadas a descumprimentos do regimento interno e da convenção condominial, além de alguns com ações judiciais em andamento por inadimplência.

 

Esse grupo teria criado uma suposta “comissão” que, segundo a síndica, não possui respaldo regimental, e começou a atuar para impedir a realização da assembleia. Conversas compartilhadas no grupo oficial do condomínio no WhatsApp mostrariam mensagens afirmando que o encontro seria impugnado e que não teria validade.

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A síndica, porém, afirma que jamais se negou a prestar contas. De acordo com registros mencionados, diversos e-mails foram enviados à administradora solicitando que a convocação fosse encaminhada aos condôminos, o que não ocorreu porque a administradora teria se recusado.

 

Administradora compareceu ao local mesmo após rescisão

 

Outro ponto destacado no esclarecimento é que, mesmo após o contrato da administradora ter sido formalmente rescindido por condutas consideradas inadequadas, o representante da empresa esteve presente no condomínio no dia da assembleia, contribuindo — segundo a síndica — para o clima de hostilidade.

 

Paralelamente, o comunicado informa que foi criado um novo grupo de WhatsApp, onde passaram a circular mensagens ofensivas, distorcidas e incitadoras de tumulto, incluindo declarações de que fariam “de tudo” para impedir que a assembleia fosse realizada.

 

Discussão evolui para conflito físico

 

Em meio ao ambiente tenso, um morador que já havia protagonizado episódios de ofensas e acusações contra a síndica devido a notificações e multas aplicadas, iniciou uma discussão que acabou evoluindo para um conflito físico com o marido da síndica. A síndica afirma que o episódio não foi um fato isolado, mas o resultado do acirramento provocado por um grupo que mantém oposição constante à gestão, incluindo pessoas que já tentaram assumir a função de síndico, mas não foram eleitas pela assembleia.

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Registros dos fatos

 

A síndica afirma que há extensa documentação que comprova todo o processo, incluindo e-mails, conversas, notificações e áudios que demonstrariam tentativa de impedir o funcionamento regular da assembleia e de distorcer posteriormente os fatos divulgados.

 

No comunicado, ela reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito às normas internas e a condução responsável da gestão do condomínio, declarando que não cederá a pressões ou tentativas de manipulação.

 

Espaço aberto

 

A reportagem deixa aberto o espaço para que moradores mencionados, representantes da administradora citada, integrantes da suposta comissão e demais envolvidos possam se manifestar.

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