vítima de feminicídio

Cattani diz não acreditar mais na Justiça às vésperas de julgamento dos acusados pela morte da filha: ‘não tenho nenhuma expectativa’

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Às vésperas do julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e executar o assassinato de Raquel Maziero Cattani, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou não ter mais expectativas em relação à Justiça brasileira. O julgamento está marcado para o dia 22 de janeiro de 2026, em Nova Mutum.

 

Ao comentar o caso, Cattani disse que a família vive sentimentos distintos diante da proximidade do Tribunal do Júri.

 

Ao comentar o caso, Cattani disse que a família vive sentimentos distintos diante da proximidade do Tribunal do Júri.

 

“A mãe dela, a Sandra, está bem entusiasmada, está animada para ir lá e ver o que vai dar. Eu já não acredito que exista justiça. Não acredito mesmo”, declarou.

O deputado afirmou que perdeu a confiança no sistema judiciário e que não espera qualquer resultado que represente justiça pela morte da filha.

“Eu não acredito muito em justiça mais. O que for feito, vai ser feito. Da minha parte pessoal, eu não tenho nenhuma expectativa. No nosso país, nós não temos justiça mais. Uma justiça onde você tem Defensoria Pública para defender, com o nosso dinheiro, quem tira a vida de um cidadão honesto da sociedade. Isso não é justiça”, criticou.

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O deputado também afirmou que, para ele, justiça só existe quando a vítima é devidamente amparada e o agressor punido de forma proporcional ao crime cometido.

“A única justiça que eu conheço é quando a vítima é atendida e o agressor é punido na mesma medida do que fez. Se isso não acontece, para mim não é justiça”, disse.

Cattani também chamou atenção para a situação das famílias das vítimas de crimes violentos. O deputado voltou a defender penas mais severas e declarou ser favorável à pena de morte.

“Hoje você tem órfãos de feminicídio, não só os meus netos, mas vários no Estado de Mato Grosso, que não recebem nenhum tipo de assistência. Enquanto isso, os criminosos são defendidos pelo Estado Eu sou favorável à pena de morte, sim. Tem que existir penas duríssimas para quem comete atrocidades contra a sociedade. Isso precisa começar a ser discutido”, afirmou.

Julgamento marcado

O julgamento dos irmãos Romero e Rodrigo Xavier Mengarde foi marcado para o dia 22 de janeiro de 2026, às 8h, no Tribunal do Júri de Nova Mutum. A decisão foi assinada pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara da comarca.

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Os dois réus respondem pela morte de Raquel Maziero Cattani, de 26 anos, filha do parlamentar. Segundo a denúncia do Ministério Público, Romero, ex-companheiro da vítima, teria planejado o crime e contratado o irmão, Rodrigo, para executá-lo, oferecendo R$ 4 mil. O assassinato ocorreu em 18 de julho de 2024, no Rancho PH, no assentamento Pontal do Marape, zona rural do município.

De acordo com a investigação, Rodrigo teria invadido a residência da vítima e a atacado com golpes de arma branca, causando sua morte. O laudo pericial apontou múltiplas lesões, caracterizando meio cruel. Após o crime, ele teria fugido levando pertences da vítima.

Os irmãos foram presos em 25 de julho de 2024 e denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio, motivo torpe, emboscada e promessa de recompensa, além de furto qualificado. Ambos permanecem presos preventivamente.

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