POLÍCIA
Decisão Judicial mantém apreensão de range rover e jet ski de empresário em Mato Grosso
A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) manteve a apreensão de um Range Rover, um jet ski e mais de 20 outros veículos que estavam na posse de Wellington de Moura Sanches, líder de uma suposta organização criminosa envolvida com a venda de veículos roubados. A decisão foi unânime, seguindo o voto do desembargador Rui Ramos, que era relator de um pedido de revogação da apreensão, ou, pelo menos, que Wellington Sanches, também conhecido como “Tatu”, fosse nomeado como fiel depositário dos veículos.
A sessão de julgamento aconteceu na manhã de quarta-feira (18). O argumento defendeu que os veículos deveriam permanecer com o suspeito até o término do processo, alegando que ele poderia cuidar dos bens e que manter-los apreendidos poderia levá-los a depreciação devido às condições climáticas.
O desembargador Rui Ramos não apresentou esse argumento em seu voto, destacando que os veículos ainda eram relevantes para o processo. De acordo com o processo, um relatório técnico datado de 2021, após quebra de sigilo bancário, acordos que Wellington de Moura Sanches, o “Tatu”, movimentou um montante significativo entre janeiro de 2018 e setembro de 2019, totalizando R$ 2,9 milhões.
Cerca de 20% desse montante não pôde ser identificado. A Polícia Judiciária Civil (PJC) revelou que houve uma transação financeira específica durante o período em que houve quebra de sigilo nas contas correntes de Edson da Silva Taques Junior, Rosana dos Santos Marques e da RBR Veículos, que também seria parte do esquema.
Foram identificadas a fragmentação de depósitos e saques, bem como uma “confusão patrimonial” entre os investigados. De acordo com as investigações, a quadrilha liderada por Wellington Sanches recrutava criminosos para cometer roubos de veículos de luxo, fornecendo armas de fogo e locais para guardar os veículos.
Posteriormente, os bens foram vendidos a preços abaixo do valor de mercado em plataformas de venda online, como a OLX e o Facebook. O processo afirma: “Recrutavam criminosos para cometer os roubos de veículos, fornecendo armas de fogo, contratando locais para guardar os carros, falsificando documentos, adulterando placas e vendendo os veículos abaixo do preço, em sites como o OLX e no Facebook.”
Wellington de Moura Sanches tem um extenso histórico criminoso, com crimes também cometidos no interior de Mato Grosso. Além das questões legais, o suspeito também luta contra problemas de saúde, como hemorróidas, tendo decisões judiciais específicas para receber tratamento adequado para essa condição.
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