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Ministro da Malásia diz que estresse no trabalho pode “tornar pessoa gay” e gera revolta

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Uma declaração do ministro de Assuntos Religiosos da Malásia, Zulkifli Hasan, provocou forte repercussão e críticas de especialistas e entidades internacionais. Durante um discurso público, o ministro afirmou que fatores como estresse no ambiente de trabalho, pressão psicológica, influência social e experiências sexuais poderiam “tornar uma pessoa gay”.

Segundo Hasan, esses elementos estariam relacionados ao aumento de comportamentos LGBT. “A influência social, as experiências sexuais, o estresse no trabalho e outros fatores pessoais se enquadram nesta categoria”, declarou o ministro, em fala que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e pela imprensa internacional.

As afirmações foram amplamente contestadas por especialistas em saúde, pesquisadores e defensores dos direitos humanos, que apontaram a ausência de qualquer base científica para esse tipo de interpretação. Organizações médicas e científicas reforçaram que a orientação sexual é parte da identidade individual e não resulta de fatores externos, como ambiente profissional ou experiências pontuais.

Entidades internacionais de saúde, como a Organização Mundial da Saúde, já reconhecem há décadas que a homossexualidade não é doença, transtorno ou comportamento induzido, posição respaldada por estudos científicos amplamente aceitos pela comunidade acadêmica.

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O episódio reacendeu debates globais sobre preconceito, desinformação e responsabilidade de autoridades públicas, especialmente quando declarações oficiais podem reforçar estigmas contra minorias e impactar políticas públicas e direitos civis.

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