LUCAS DO RIO VERDE

Assassino da esposa está em clínica com terapia de música e personal

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O engenheiro Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde (MT), está internado no Centro de Reabilitação Psicossocial de Cuiabá (Creap), uma unidade particular custeada pelo Governo de Mato Grosso.

A internação ocorreu após um laudo da Perícia Oficial apontar que Daniel poderia ser considerado inimputável no momento do crime, ou seja, sem capacidade de compreender o caráter ilícito do que fazia. A conclusão, entretanto, é contestada pelo Ministério Público e pela família da vítima.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a transferência para uma unidade particular ocorreu devido à falta de vagas no Hospital Adauto Botelho. A unidade pública possui 12 vagas destinadas a pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei — sendo 10 masculinas e duas femininas — e todas estão ocupadas.

O Estado informou que, quando há decisão judicial determinando internação imediata, o cumprimento pode ocorrer em unidades particulares enquanto não houver vaga na rede pública.

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Mais de R$ 200 mil para quatro meses

De acordo com documento de contratação, o Estado deverá desembolsar R$ 203,4 mil pela internação de Daniel no período de 25 de agosto a 23 de dezembro deste ano.

Entre os serviços oferecidos pela clínica estão atendimento com médico psiquiatra, equipe de enfermagem, psicólogo, assistente social, nutricionista, musicoterapeuta, psicopedagogo e educador físico, além de sete refeições diárias.

Família questiona laudo

 

Daniel estava preso desde o crime, mas foi encaminhado para a clínica após o primeiro laudo apontar a possibilidade de inimputabilidade.

A família de Gleici, por meio do advogado de acusação, questiona a conclusão. Segundo a defesa da vítima, a homologação do primeiro laudo foi anulada e um novo exame foi realizado por três peritos.

Agora, caberá à Justiça analisar os resultados e decidir se Daniel será considerado inimputável ou se deverá responder criminalmente pelo assassinato.

O crime

Gleici foi morta na manhã de 24 de junho de 2025, dentro da própria residência, em Lucas do Rio Verde.

Segundo informações do processo, câmeras de segurança registraram Daniel circulando pela casa antes de pegar uma faca na cozinha e seguir até o quarto onde Gleici dormia com a filha do casal, então com 7 anos.

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As imagens mostram ainda o momento em que ele retorna do quarto com sangue nas mãos e nos braços. Conforme o processo, Gleici sofreu aproximadamente 16 golpes de faca.

A filha também foi atacada, mas sobreviveu após permanecer 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo o advogado da família, dois dias antes do crime Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha. Uma mensagem enviada pela irmã dele à vítima também teria aparecido nas imagens, com orientação para que Gleici escondesse as facas da residência.

Ainda conforme o advogado, Daniel tinha uma consulta com um psiquiatra marcada para as 15h do mesmo dia do crime e havia concordado em comparecer ao atendimento. O ataque, porém, ocorreu por volta das 6h55.

A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição de inimputabilidade e os próximos passos do processo.

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