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Aliado de Trump chama brasileiras de “raça maldita” e revolta web

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Paolo Zampolli, aliado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou indignação após fazer declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante uma entrevista à rádio italiana RAI.

 

Na ocasião, o empresário afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”, e chegou a dizer que elas seriam uma “raça maldita”, gerando forte repercussão negativa nas redes sociais.

 

também citou sua relação com a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho. Atualmente, os dois enfrentam disputa judicial pela guarda do adolescente.

 

Durante a entrevista, o aliado de Trump reforçou as falas ofensivas ao generalizar o comportamento de brasileiras. Questionado por um jornalista se se tratava de algo genético, ele respondeu que seriam “programadas”, negando, no entanto, que fosse para extorsão mas sim para “causar confusão”.

 

Em outro momento, Zampolli voltou a atacar mulheres brasileiras com xingamentos, ampliando a repercussão do caso e aumentando a revolta pública.

INVESTIGAÇÃO E POLÊMICA

O nome de Zampolli também aparece em uma reportagem do The New York Times, que aponta possível influência dele na deportação de Amanda Ungaro dos Estados Unidos.

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Segundo o jornal, ele teria entrado em contato com um alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) após a prisão da ex-esposa em Miami, sugerindo que ela estaria irregular no país.

 

A brasileira acabou sendo colocada sob custódia do ICE e posteriormente deportada.

OUTRO LADO

Atualmente no Brasil, Amanda Ungaro afirma que a influência de Zampolli foi determinante para sua deportação. Ela também relatou que teria recebido promessas de casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.

 

Já o Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que a deportação ocorreu devido a irregularidades no visto e acusações de fraude, negando qualquer motivação política no caso.

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