POLÍCIA

QUEM É A “DEUSA DO TIGRINHO”, INVESTIGADA POR MOVIMENTAR R$ 1,2 MILHÃO COM APOSTAS

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Empresária de Brazlândia e dona de distribuidora de bebidas virou alvo de operação da Polícia Civil por divulgação de cassinos on-line

Uma influenciadora digital conhecida nas redes sociais como “Deusa do Tigrinho” virou alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (2). A investigação apura a promoção de plataformas ilegais de apostas e cassinos on-line, além de possível ocultação de valores de origem suspeita.

Segundo a coluna Na Mira, do Metrópoles, a investigada é Adrielly Maciel, empresária de Brazlândia e dona de uma distribuidora de bebidas. Ela possui mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e ganhou notoriedade com a divulgação de plataformas de apostas.

De acordo com a Polícia Civil, a influenciadora teria movimentado mais de R$ 1,2 milhão em menos de seis meses. Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e medidas cautelares patrimoniais autorizadas pela Justiça.

Entre as medidas, houve bloqueio de até R$ 600 mil em ativos financeiros ligados à investigada.

As apurações apontam que a empresária usava as redes sociais de forma constante para divulgar jogos de azar e cassinos virtuais. Ao mesmo tempo, exibia um estilo de vida de luxo, com bens e patrimônio que, segundo os investigadores, seriam incompatíveis com a capacidade econômica formal identificada.

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A análise financeira identificou centenas de movimentações bancárias, com créditos, débitos e repasses frequentes para terceiros. Para a polícia, esse padrão pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.

A investigação também apura transações feitas por meio de uma empresa ligada à influenciadora, além de aplicações financeiras e outras operações consideradas relevantes.

Os materiais apreendidos, como celulares, computadores e outros dispositivos, serão analisados pela perícia. A expectativa é que os dados ajudem a identificar possíveis envolvidos e reconstruir o caminho do dinheiro.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento. A influenciadora poderá responder, em tese, por crimes como exploração de jogos de azar, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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