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Homem mata comparsa pelas costas e dorme na cama da vítima

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Suspeito foi preso quase dois anos após o crime; investigação da Polícia Civil reuniu imagens, perícia e depoimentos que apontam a execução e a tentativa de despistar as autoridades.

Um homem de 33 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), acusado de assassinar o próprio comparsa e, horas depois, invadir a casa da vítima para tomar banho, dormir na cama dela e tentar convencer familiares de que nada havia acontecido.

O crime ocorreu em julho de 2023, na região do Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, em São Sebastião (DF). No entanto, a prisão preventiva do investigado foi cumprida somente nesta semana, após o avanço das investigações conduzidas pela Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP).

Segundo a Polícia Civil, a vítima, de 30 anos, vinha se desentendendo com o suspeito por conta do desaparecimento de uma arma de fogo. Na noite anterior ao assassinato, ela teria sido agredida pelo investigado e por outros comparsas.

No dia seguinte, o suspeito procurou a vítima alegando que queria encerrar a discussão. Os dois foram vistos caminhando juntos em direção a uma área isolada de São Sebastião. Conforme a investigação, foi nesse local que o acusado sacou uma arma e efetuou cinco disparos pelas costas do comparsa.

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Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram os dois seguindo juntos para a região onde ocorreu o homicídio. Pouco tempo depois, apenas o suspeito aparece retornando sozinho, com as roupas sujas de terra e aparentando esconder uma arma no bolso.

Após o assassinato, o homem foi até a residência da vítima, arrombou o imóvel, tomou banho e deitou para dormir na cama do comparsa. Horas depois, quando a mãe da vítima chegou ao local à procura do filho, encontrou o suspeito dentro da casa.

Na tentativa de afastar qualquer desconfiança, ele afirmou que ambos haviam retornado juntos e disse que a vítima estaria dormindo no imóvel.

A perícia também foi decisiva para o esclarecimento do caso. Exames toxicológicos apontaram que a vítima estava sob efeito de benzodiazepínicos, substâncias com efeito sedativo que reduzem a capacidade de reação e os reflexos.

Com base no conjunto de provas, que inclui imagens de monitoramento, laudos periciais e depoimentos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. A Justiça acolheu o pedido, considerando os riscos de reiteração criminosa e de interferência na produção de provas.

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O mandado foi cumprido em São Sebastião. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo segue em andamento.

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