POLÍTICA

Aliança pela Água prevê R$ 60 milhões para atacar décadas de desabastecimento

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Uma crise que há décadas castiga moradores entrou na mira de uma força-tarefa envolvendo o Governo de Mato Grosso, a Prefeitura, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas. Um acordo prevê o investimento de R$ 60 milhões para recuperar o sistema de abastecimento e reestruturar o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande.

Batizado de “Aliança pela Água”, o Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado na quarta-feira, 22 de julho de 2026, pelo governador Otaviano Pivetta e pela prefeita Flávia Moretti, com a participação de representantes do Ministério Público e do TCE.

O plano considera o acesso à água um direito básico e prevê medidas emergenciais para corrigir falhas na infraestrutura, ampliar a capacidade operacional e tentar colocar fim ao desabastecimento que se arrasta há anos.

Os recursos estaduais deverão ser aplicados na recuperação do DAE, incluindo a compra de equipamentos, máquinas e materiais necessários para manter o sistema de captação, tratamento e distribuição funcionando.

Segundo as instituições envolvidas, o acordo foi construído depois de o Tribunal de Contas apontar que a falta de água é um problema crônico e que o departamento enfrenta uma situação financeira e operacional delicada.

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Durante a assinatura, Pivetta afirmou que garantir água nas casas deve ser tratado como prioridade e destacou que a solução depende da união entre diferentes órgãos públicos.

A prefeita Flávia Moretti classificou o acordo como uma oportunidade de mudar uma realidade enfrentada há décadas pelos moradores. Segundo ela, a meta central é fazer com que a água chegue regularmente às torneiras.

O conselheiro Antônio Joaquim também defendeu a atuação conjunta das instituições. Para ele, a população espera que os serviços públicos funcionem, independentemente de qual órgão seja responsável pela fiscalização, financiamento ou execução.

Já o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, destacou que o caminho escolhido busca uma solução consensual e menos burocrática para enfrentar a crise e melhorar o serviço prestado aos moradores.

Além do investimento de R$ 60 milhões, o TAC determina a criação de um comitê executivo formado por representantes do Estado e do município.

O grupo ficará responsável pela elaboração e pelo acompanhamento de um plano emergencial, com prazo inicial de 12 meses, além de fiscalizar a aplicação dos recursos e o cumprimento das medidas estabelecidas.

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A expectativa é que a chamada Aliança pela Água dê início a uma reestruturação profunda do sistema. O desafio agora será transformar o acordo assinado e o dinheiro anunciado em obras, equipamentos e água chegando de forma regular às casas da população.

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