GERAL

Armados e falando espanhol, criminosos ameaçam matar lideranças indígenas

Publicado em

Homens encapuzados e fortemente armados invadiram uma aldeia do povo Ashaninka, no Acre, em uma ação que teria como alvo lideranças indígenas. O episódio ocorreu no início de julho, na fronteira entre Brasil e Peru.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo neste domingo (26), cinco homens falando espanhol e portando metralhadoras entraram na aldeia Apiwtxa, na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Alto Juruá.

Os invasores teriam procurado pelos principais representantes da comunidade e ameaçado moradores. O líder indígena Francisco Piyãko afirmou à Associated Press que o grupo pretendia assassinar lideranças locais.

Representantes Ashaninka também relataram ao jornal britânico The Guardian que comunidades da região estão sob crescente pressão provocada pelo avanço de organizações criminosas na Amazônia.

A área de fronteira tem sido utilizada por grupos envolvidos com tráfico internacional de drogas, garimpo ilegal e exploração clandestina de madeira. A extensão da floresta e as dificuldades de fiscalização favorecem a atuação criminosa.

Os Ashaninka vivem dos dois lados da fronteira. São mais de 100 mil indígenas no Peru e cerca de 1,5 mil no Brasil, mantendo vínculos familiares e culturais entre os países.

Leia Também:  Velox Soluções Financeiras transforma oportunidades em conquistas em Lucas do Rio Verde

A região amazônica também funciona como corredor para o transporte de cocaína produzida no Peru, Colômbia e Bolívia. Parte da droga entra no Brasil e segue para rotas que chegam aos portos e ao mercado internacional.

Brasil e Peru reforçam cooperação

Na sexta-feira (24), Brasil e Peru assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação na proteção de terras indígenas na região de fronteira.

O acordo prevê compartilhamento de informações e ações coordenadas, com atenção especial aos territórios ocupados por povos indígenas isolados.

As lideranças Ashaninka cobram medidas efetivas dos dois governos para garantir a segurança das comunidades e impedir que organizações criminosas ampliem o controle sobre áreas da floresta.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA