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Gaeco bloqueia R$ 120 milhões na 3ª fase de operação contra desvio de grãos

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Terceira fase da operação cumpre 21 mandados nesta quinta-feira (13) e investiga suposto esquema de desvio de cargas de grãos do Grupo Lermen

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco-MT) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a terceira fase da Operação Safra Desviada, que investiga um suposto esquema de desvio de cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen.

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Sinop.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens e ativos financeiros dos investigados em valor superior a R$ 120 milhões. A medida busca preservar patrimônio para eventual ressarcimento dos prejuízos investigados e impedir a dispersão de valores que possam ter relação com os crimes apurados.

Segundo o Gaeco, os investigados teriam estruturado um esquema para desviar cargas de grãos do Grupo Lermen. A suspeita é de que pessoas que exerciam funções dentro das empresas tenham utilizado o acesso e as atribuições dos próprios cargos para facilitar as operações.

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Investigação começou com prejuízo estimado em R$ 140 milhões

 

A Operação Safra Desviada foi deflagrada pela primeira vez em fevereiro deste ano. Na ocasião, foram cumpridas cerca de 180 medidas cautelares em Mato Grosso e outros quatro estados.

As investigações apontaram inicialmente um prejuízo estimado em mais de R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas ligadas ao setor.

A apuração envolve suspeitas de organização criminosa, furto qualificado, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Elementos obtidos durante a investigação também passaram a apontar suspeitas de desvios sistemáticos de grãos, manipulação de registros, utilização de controles paralelos e possíveis irregularidades em documentos e movimentações financeiras.

Segunda fase mirou setor algodoeiro

A segunda fase da Safra Desviada foi realizada no dia 24 de julho e aprofundou as investigações sobre um núcleo relacionado a operações no setor algodoeiro.

Naquela etapa, foram cumpridos mandados em cidades de Mato Grosso e São Paulo, além de medidas patrimoniais que incluíram bloqueio de ativos, indisponibilidade de imóveis e o sequestro de uma aeronave e de veículos.

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O prejuízo investigado especificamente nessa frente foi estimado em aproximadamente R$ 28,7 milhões.

Nova fase tenta identificar estrutura do esquema

Nesta terceira etapa, os investigadores buscam reunir novos elementos para identificar como funcionaria a estrutura utilizada nos supostos desvios, além de individualizar a participação de cada investigado.

A operação conta com apoio de equipes dos 3º, 8º e 14º Comandos Regionais da Polícia Militar.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso e formada por integrantes das Polícias Civil, Militar e Penal, além do Sistema Socioeducativo.

As investigações seguem em andamento. Os alvos são considerados suspeitos e eventuais responsabilidades criminais dependerão do avanço das apurações e das decisões da Justiça.

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