Fim do mistério?
Imagem de menino resgatado nos EUA reacende esperança no caso de irmãos desaparecidos; crianças têm ligação com Sorriso
Semelhança com Allan Michael levou informações às autoridades; Interpol e Polícia Federal atuam na verificação, mas ainda não há confirmação de que o garoto seja o menino desaparecido
O mistério envolvendo o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ganhou uma nova e inesperada frente internacional. Após oito meses sem uma resposta definitiva sobre o paradeiro das crianças, a imagem de um menino localizado nos Estados Unidos chamou atenção pela semelhança física com Allan e levou o caso novamente ao centro das atenções.
Apesar da repercussão, não existe até o momento confirmação oficial de que a criança encontrada nos Estados Unidos seja Allan Michael. A semelhança visual é tratada apenas como uma pista que precisa ser verificada pelas autoridades.
A família foi acionada para colaborar com a análise de informações relacionadas a crianças recentemente localizadas nos Estados Unidos. O Núcleo de Cooperação Internacional também entrou em contato com a advogada Nathaly Moraes, representante da mãe dos irmãos, diante da possibilidade de cooperação da Interpol no caso.
A expectativa aumentou após imagens de crianças encontradas durante uma grande operação nos Estados Unidos começarem a circular. A chamada Operation Statewide Shield, realizada entre 17 e 21 de agosto, localizou 163 crianças e adolescentes desaparecidos, com idades que variam de poucos meses a 17 anos.
A dimensão da operação chamou ainda mais atenção porque as ações alcançaram outros estados norte-americanos, um território dos Estados Unidos e tiveram conexões com 12 países.
LIGAÇÃO COM MATO GROSSO
O desaparecimento também possui uma ligação direta com Sorriso, em Mato Grosso. Antes de desaparecerem, Ágatha e Allan estiveram no município, onde foram fotografados no Lago do Rota, na região da Zona Leste. Familiares das crianças também vivem na cidade.
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal, no Maranhão. Na ocasião, eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos.
Três dias depois, Anderson foi encontrado vivo, debilitado e desorientado. Ágatha e Allan, entretanto, nunca foram localizados.
Desde então, uma força-tarefa mobilizou policiais, bombeiros, voluntários, cães farejadores, drones, helicópteros, equipes da Marinha e até equipamentos de sonar.
Agora, depois de oito meses de buscas, a possibilidade levantada pelas imagens vindas dos Estados Unidos abre uma nova linha de apuração. Polícia Federal e mecanismos de cooperação internacional deverão auxiliar no cruzamento das informações e na identificação das crianças localizadas.
Por enquanto, a cautela permanece: não há confirmação de que Allan esteja entre os menores encontrados nos Estados Unidos, nem de que Ágatha tenha sido localizada. A família aguarda o avanço das verificações.
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