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Bebê é levado à beira de rio por padrasto, vizinho ouve gritos e criança aparece morta horas depois

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Homem alegou que criança teria caído de escada, mas lesões levantaram suspeitas; padrasto foi detido

A morte de um bebê cercada de circunstâncias ainda não esclarecidas mobiliza a Polícia Civil na divisa entre Porto Acre (AC) e Boca do Acre (AM). O padrasto da criança foi detido depois que o bebê chegou sem vida a uma unidade de saúde apresentando lesões e hematomas pelo corpo.

O caso aconteceu na terça-feira (8) e está sendo investigado pela Delegacia-Geral de Porto Acre.

As primeiras informações apuradas pela polícia apontam para uma sequência que agora está no centro da investigação. O padrasto teria levado o bebê até as margens de um rio, onde um vizinho afirmou ter ouvido gritos da criança.

Depois, segundo os relatos preliminares, o homem teria retornado para casa e seguido normalmente para o trabalho.

VERSÃO DE QUEDA LEVANTOU SUSPEITA

No fim da tarde, o padrasto teria informado à família que o bebê havia sofrido uma queda de uma escada.

Familiares levaram a criança para atendimento médico, mas, ao chegar à unidade de saúde, o bebê já estava sem vida.

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Durante o atendimento, profissionais identificaram diversas lesões e hematomas. Inicialmente, os sinais encontrados não seriam compatíveis com uma simples queda acidental, o que levou ao acionamento da Polícia Civil.

O padrasto acabou detido. A mãe da criança também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.

NECROPSIA PODE REVELAR CAUSA DA MORTE

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Rio Branco, para exame de necropsia. O resultado deverá ser fundamental para determinar a causa da morte e esclarecer se as lesões encontradas têm relação com o que aconteceu antes de o bebê ser levado ao hospital.

Testemunhas estão sendo ouvidas e novas diligências são realizadas para reconstruir as últimas horas da criança.

Até a conclusão da perícia e da investigação, a Polícia Civil ainda não definiu oficialmente as circunstâncias da morte nem eventual responsabilidade criminal do padrasto.

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