ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro defende liberdade para trabalhador definir jornada de trabalho

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta terça-feira (6) uma alternativa ao fim da escala 6×1 e defendeu que o próprio trabalhador tenha maior liberdade para definir sua jornada de acordo com suas necessidades.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Senado iniciou as discussões sobre a PEC que prevê o fim da escala 6×1, com redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

Em entrevista a jornalistas, Flávio afirmou que considera sua proposta mais adequada e defendeu que o trabalhador possa escolher a própria carga horária.

A ideia é articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. Segundo o candidato, a proposta busca permitir que as pessoas conciliem o emprego com a família e outras atividades.

Como exemplo, Flávio citou mães que enfrentam dificuldades para cumprir uma jornada tradicional de oito horas por dia. Na proposta apresentada, seria possível trabalhar períodos menores, como quatro horas pela manhã ou à tarde, de acordo com a necessidade de cada trabalhador.

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Proposta inclui vouchers para creches

Além da flexibilização da jornada, Flávio defendeu a criação de vouchers para custear vagas em creches particulares quando não houver disponibilidade na rede pública.

Segundo o presidenciável, a medida seria combinada à possibilidade de o trabalhador organizar os horários de trabalho de acordo com a rotina familiar.

Flávio também propôs a redução dos impostos incidentes sobre a folha de pagamento e a diminuição da burocracia para as empresas.

 

Crítica a Lula

Durante a entrevista, o candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela defesa do fim da escala 6×1 durante o segundo turno da eleição.

Flávio afirmou que Lula estaria utilizando o tema eleitoralmente e questionou por que a discussão ganhou força neste momento.

A PEC atualmente em debate no Senado estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com possibilidade de distribuição em cinco dias de oito horas, além de dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

O texto ainda precisa passar pelas sessões de discussão previstas no Senado antes de ser submetido à votação em primeiro turno. Caso avance, haverá nova etapa de debates antes do segundo turno.

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