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VEJA O VÍDEO: adolescentes humilham menino que vendia paçocas em semáforo e caso chega à polícia

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Um episódio de humilhação contra um menino de 10 anos que vendia paçocas em um semáforo provocou indignação em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O caso aconteceu no dia 9 de maio, na Avenida João da Escóssia, no bairro Nova Betânia, e ganhou repercussão depois que imagens feitas pelos próprios envolvidos circularam nas redes sociais.

O vídeo mostra ocupantes de um carro se aproximando do garoto e simulando interesse em comprar os doces.

Durante a abordagem, o recipiente onde estavam as paçocas é atingido e parte dos produtos cai no asfalto. Enquanto o menino observa a mercadoria espalhada, ocupantes do veículo debocham da situação.

A investigação apontou ainda a ocorrência de ofensas de cunho racial contra a criança.

Polícia identifica adolescentes

Após a repercussão, a Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) avançou na identificação dos envolvidos.

Segundo o delegado Rafael Arraes, três adolescentes estavam no veículo. Dois foram apontados como responsáveis pelas humilhações e pela injúria racial. Um terceiro estava no carro, mas, conforme a apuração policial divulgada, não teria participado das agressões.

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Um quarto jovem que chegou a ser apontado nas redes sociais também foi descartado da ocorrência depois de apresentar imagens e dados de localização indicando que estava em outro lugar.

Relato aponta episódio anterior ainda mais grave

Além das imagens que viralizaram, surgiu um relato envolvendo outra situação supostamente praticada contra o garoto.

Segundo informações divulgadas pela Record, a vítima e um amigo, também criança, relataram que, em outro episódio, teriam sido obrigados a entrar no porta-malas do veículo dos adolescentes.

Esse relato ampliou a apuração sobre possíveis intimidações anteriores sofridas pelas crianças.

Conselho Tutelar e Ministério Público foram acionados

O Conselho Tutelar de Mossoró também acompanhou o caso. A conselheira Shirley Macielle informou que seriam acionados a polícia e o Ministério Público para garantir a proteção da vítima e impedir que episódios semelhantes voltassem a acontecer.

O promotor Antônio Cláudio Linhares, da área da Infância e Juventude, também informou que solicitaria investigação policial e adoção das providências cabíveis.

O caso também chama atenção para outra situação envolvendo o menino: o trabalho infantil. O Conselho Tutelar destacou a necessidade de localizar a criança, verificar sua situação familiar e escolar e assegurar seus direitos.

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As autoridades seguem responsáveis pela definição das medidas aplicáveis aos adolescentes envolvidos, respeitando as regras previstas para atos infracionais praticados por menores de 18 anos.

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