CUIABÁ

Empresário procurado por ameaçar delegado também tem prisão decretada em processo por estupro de vulnerável

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Defesa afirma que o processo tramita desde 2022 e sustenta que não existe nova acusação de crime sexual. Empresário já era considerado foragido em outra investigação.

O empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, teve a prisão preventiva decretada em um processo que apura o crime de estupro de vulnerável. A decisão foi assinada nesta terça-feira (21) pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, que atuava em substituição legal, em Cuiabá.

Segundo o mandado judicial, a ordem de prisão está relacionada ao artigo 217-A do Código Penal, que trata da prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos.

O advogado Lucas Figueiredo, responsável pela defesa do empresário, afirmou que o processo tramita em sigilo na 4ª Vara Criminal de Cuiabá desde 2022. Conforme a defesa, a prisão teria sido decretada após a repercussão de fatos recentes envolvendo Maike em outra investigação da Polícia Civil.

O empresário já era considerado foragido desde o dia 14 de julho, após passar a ser procurado por suspeita de coação no curso do processo e ameaças contra um delegado responsável por investigá-lo.

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De acordo com as investigações, Maike teria monitorado a rotina do policial e também perseguido a esposa e o filho do delegado. O empresário ainda é investigado por suposta participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e coação processual.

Defesa nega nova acusação de estupro

Em nota, a defesa afirmou que a prisão não está relacionada a um novo crime sexual e que a ordem judicial teria considerado a condição de foragido do empresário e os fatos recentes investigados pela Polícia Civil.

“Não há fato novo de estupro imputado ao cliente. A prisão não decorre de qualquer conduta sexual nova, mas exclusivamente das circunstâncias processuais acima referidas”, declarou a defesa.

Os advogados também afirmaram respeitar a decisão judicial, mas ressaltaram que a acusação de estupro de vulnerável já tramita há aproximadamente quatro anos.

Empresária denuncia ameaças

Maike também foi denunciado por uma empresária de Goiânia, identificada pelas iniciais C.D.C.M., por supostas ameaças ocorridas na véspera da operação policial que buscava prendê-lo.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher afirmou que estaria sendo coagida e ameaçada em razão de uma dívida que o empresário cobraria do ex-companheiro dela, Phillip Wook Han.

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A defesa declarou que ainda não foi intimada nem teve acesso aos registros realizados em Goiás. Informou também que existe um litígio cível envolvendo o empresário e o casal.

Empresário pode se entregar

A defesa afirmou que Maike manifestou a intenção de se apresentar voluntariamente às autoridades.

Segundo os advogados, a entrega deverá ser organizada por meio de um pedido formal no processo, com apresentação na secretaria da Vara, realização de exame de corpo de delito e cumprimento das determinações judiciais.

Caso seja preso ou se apresente, o empresário deverá ser submetido aos procedimentos legais, incluindo audiência de custódia, quando cabível.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e o empresário terá direito ao contraditório e à ampla defesa.

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