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‘Ninguém faz nada’, dizem moradores após 3º assassinato em imóvel público

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Imóvel público abandonado já foi palco de três assassinatos e moradores cobram providências urgentes da Prefeitura.

O terceiro homicídio registrado em pouco mais de um ano em uma casa abandonada reacendeu a indignação de comerciantes e moradores. O imóvel, que pertence à Prefeitura de Cuiabá e está desocupado há anos, voltou a ser palco de um crime brutal e é apontado por vizinhos como ponto de concentração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

 

Quem trabalha na região afirma viver com medo diariamente. Um comerciante, que atua há mais de 30 anos nas proximidades e preferiu não se identificar, relata que a sensação é de abandono e insegurança.

 

“Os clientes ficam com medo de passar por aqui. A gente também sai olhando para todos os lados, porque nunca sabe o que pode acontecer. É um ambiente de insegurança constante”, afirmou.

 

 

Segundo os moradores, o imóvel é frequentado diariamente por usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto nenhuma medida efetiva teria sido adotada para impedir a ocupação.

 

“O poder público não resolve esse problema. Já é a terceira tragédia registrada nessa casa e o movimento de pessoas continua todos os dias”, desabafou outro comerciante.

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Os vizinhos também criticam o fato de o imóvel pertencer ao próprio município.

 

“Se fosse uma propriedade particular, provavelmente alguma providência já teria sido tomada. Mas, como é um prédio da Prefeitura, ninguém faz nada. Ficamos sem saber a quem recorrer”, disse.

Mau cheiro, lixo e proliferação de pragas

Além da violência, comerciantes denunciam o abandono da estrutura. No entorno da residência há acúmulo de lixo, restos de comida, roupas e diversos materiais espalhados, situação que provoca mau cheiro, insetos e outros problemas sanitários.

 

Um comerciante afirma que precisou aumentar a frequência das dedetizações no estabelecimento por causa da infestação de pragas.

 

“O cheiro é muito forte e os insetos aumentaram bastante. É um problema sério para quem trabalha aqui”, contou.

 

Para ele, a solução seria demolir o prédio ou transformar o espaço em uma base das forças de segurança, oferecendo mais proteção para moradores, comerciantes e visitantes.

 

O imóvel fica próximo à Igreja São Benedito, um dos pontos mais tradicionais e turísticos da capital mato-grossense.

Terceiro assassinato no local

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Na manhã de terça-feira (7), o corpo de Edvaldo Silva Jesus, de 31 anos, foi encontrado dentro da casa abandonada com diversas perfurações pelo corpo. A vítima estava caída em um dos cômodos, coberta de sangue, e uma pedra foi localizada ao lado da cabeça, podendo ter sido utilizada durante o crime.

 

De acordo com o delegado André Renato, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a investigação ainda está em fase inicial.

 

“Além dos golpes, havia uma pedra grande próxima da cabeça da vítima. A impressão preliminar é de que ela também pode ter sido usada nas agressões”, explicou.

 

Este foi o terceiro homicídio registrado no imóvel. Em abril deste ano, Deivide Edson Silva Coutinho, de 35 anos, e Gizelle Flores, de 33, também foram encontrados mortos no mesmo endereço com sinais de extrema violência. A principal hipótese investigada é que ambos tenham sido assassinados a pedradas.

Prefeitura não se manifestou

A reportagem procurou a Prefeitura de Cuiabá para comentar a situação do imóvel e as reclamações dos moradores, mas, até a manhã desta quarta-feira, não havia recebido retorno.

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