Tragédia

Nora matou sogra para tentar evitar que marido a deixasse em MT

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Uma mulher de 29 anos confessou à polícia ter matado a própria sogra, de 53 anos, dentro de uma residência em Confresa, Mato Grosso. Segundo o depoimento prestado pela suspeita, o crime teria sido motivado pelo desespero diante da possibilidade de o marido terminar o relacionamento e deixar a família.

A vítima foi identificada como Maria Aparecida da Silva, ex-servidora pública municipal. O crime aconteceu na manhã de sábado (22).

De acordo com as informações divulgadas sobre o depoimento, a suspeita afirmou que o marido vinha ameaçando encerrar o relacionamento. Ela teria acreditado que, caso alguma coisa acontecesse com a sogra e ela permanecesse ao lado do companheiro demonstrando apoio, ele desistiria da separação.

A mulher relatou ainda que deveria ter entrado no trabalho por volta das 4h naquele dia, mas teria acordado atrasada e não compareceu. Posteriormente, pegou uma chave e foi até a residência onde Maria Aparecida estava.

Segundo o relato apresentado à polícia, houve uma agressão contra a vítima. A suspeita afirmou que entrou em desespero após perceber que a sogra já não reagia.

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VIZINHOS OUVIRAM GRITOS

Maria Aparecida teria sido morta por volta das 6h35. Vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos de socorro vindos da residência.

Quando os policiais chegaram, encontraram o portão trancado. Após tentativas de contato sem resposta, os militares precisaram verificar o interior do imóvel.

Ao perceber a presença da equipe, a suspeita teria aberto o portão e informado que uma “tragédia” havia ocorrido com a sogra.

Dentro da casa, Maria Aparecida foi encontrada caída. Conforme as informações policiais divulgadas, ela apresentava ferimentos provocados por objeto contundente. Um pedaço de madeira com vestígios de sangue foi apreendido para perícia.

 

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os trabalhos no local.

SUSPEITA PERMANECEU NA CASA

Em depoimento, a mulher afirmou que permaneceu no imóvel após o crime porque teria se arrependido e não conseguiu abandonar a vítima. Ela também declarou ter jogado objetos pertencentes à sogra, entre eles carteira e celular, na casa de um vizinho.

Ao falar sobre os filhos, a suspeita demonstrou arrependimento e afirmou ter “estragado tudo”, destacando que a vítima era avó das crianças.

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Segundo o delegado plantonista responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, a mulher foi conduzida para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento. As circunstâncias e a motivação continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.

A suspeita permanece presa.

PREFEITURA DECRETOU LUTO

Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal. Após a confirmação da morte, a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias em respeito à trajetória da vítima no serviço público.

Em nota, o município lamentou a morte e destacou os anos de dedicação de Maria Aparecida à comunidade, além de prestar solidariedade aos familiares e amigos.

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