CIDADES
Justiça condena clínica estética em MT por infecção de microbactéria a 52 pacientes
A antiga clínica estética “Plena Forma”, que localizava-se em Cuiabá, terá que indenizar por danos morais, materiais e estéticos 52 pessoas que foram infectadas por uma microbactéria na realização de procedimentos para a eliminação de “gordura localizada”. Os incidentes ocorreram em 2012.
As indenizações foram determinadas pelo juiz da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Bruno D’Oliveira Marques, no dia 31 de maio de 2021. O valor dos pagamentos ainda será calculado na fase de liquidação da sentença – quando a Justiça discute apenas o montante da condenação, que já está imposta.
Segundo informações do processo, clientes da antiga clínica estética “Plena Forma” sentiram-se “atraídos” por tratamentos que prometiam o “fim da gordura localizada”. A realidade, porém, colocou em risco a vida destas pessoas, submetidas a procedimentos por pessoas não habilitadas para tanto. O estabelecimento comercial era de propriedade de Dayana Leite Carvalho e sua sócia Juscelina Leite Carvalho (mãe da empresária), ambas também condenadas pelo juiz.
“Ao todo, aproximadamente 133 pessoas, a maioria delas mulheres, foram expostas a procedimentos estéticos não apenas irregulares, mas acima de tudo altamente nocivos à saúde humana”, bem como que, ‘desse total, 52 pessoas que contrataram a aplicação subcutânea de enzimas para redução de gordura localizada foram contaminadas por MCR (microbactéria de crescimento rápido) e precisaram de atendimento médico especializado’”, diz trecho dos autos.
O processo judicial revela ainda que duas enfermeiras que também realizam os procedimentos estéticos não possuíam registro no conselho de classe, que a clínica não tinha alvará de funcionamento da vigilância sanitária e que medicamentos manipulados, que deveriam atender especificamente apenas uma pessoa, eram utilizados em dezenas de pacientes.
Uma das vítimas da clínica é investigadora da Polícia Judiciária Civil (PJC). Ela conta que o tratamento consistia na aplicação de “enzimas”, por meio de seringas, nas partes do corpo que apresentam gordura localizada. A microbactéria causadora dos problemas de saúde – posteriormente identificada como mycobacterium abscessus -, deu origem a 14 nódulos em seu corpo. Ela conta ainda que ficou impedida de engravidar por 2 anos, período de incubação da microbactéria.
“[A vítima] Afirmou que deu início a tratamento com médico dermatologista, depois com médico infectologista, sendo que este lhe encaminhou para um cirurgião; e, tendo realizado uma cirurgia que durou quase três horas, foram retirados de seu corpo os 14 nódulos. Relatou que ficou com a perna ‘um pouco diferente do lado direito’”, relatou a investigadora da PJC nos autos.
O processo revela também que a clínica e a empresária não ajudaram no tratamento das pacientes, que tiveram que ser acompanhadas pelo SUS durante dois anos.
-
LUCAS DO RIO VERDE6 dias agoSaiba quem é o jovem que ficou em estado gravíssimo após acidente violento em Lucas do Rio Verde
-
LUCAS DO RIO VERDE7 dias agoHomem dá entrada no hospital com o corpo coberto de hematomas após possível “salve” em Lucas do Rio Verde
-
GERAL7 dias agoVEJA O VÍDEO: Mulher segue marido, descobre suposta traição e faz barraco em festa no rio
-
GERAL7 dias agoVereadora chama atenção ao acender rojão entre as nádegas antes de jogo do Brasil; veja o vídeo
-
VÍDEOS5 dias agoVEJA O VÍDEO: homem flagrado em ato obsceno em supermercado é encontrado e agredido por criminosos
-
GERAL3 dias agoVEJA O VÍDEO: Crueldade! Pai ataca filho de 4 anos em barco para se vingar da ex-mulher
-
ACIDENTE6 dias agoCarro atinge moto, foge sem prestar socorro e deixa homem em estado gravíssimo em Lucas do Rio Verde; veja o vídeo
-
MATO GROSSO7 dias agoVEJA VÍDEO: idoso prometeu matar a esposa antes de crime brutal em bar