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DISPARADA DO PETRÓLEO AMEAÇA A ECONOMIA E PODE ELEVAR A INFLAÇÃO

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Uma nova pressão no cenário internacional voltou a acender o alerta para impactos diretos na economia brasileira. Apesar de o governo federal ter adotado um pacote de contingência de R$ 30 bilhões para evitar uma nova paralisação dos caminhoneiros, o cenário ainda é considerado instável.

A medida conseguiu, ao menos por enquanto, afastar o risco de uma greve, lembrando o impacto da paralisação de 2018, quando o país enfrentou desabastecimento e colapso logístico. No entanto, o alívio pode ser passageiro.

Isso porque a recente escalada de tensão no Oriente Médio, com ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, voltou a pressionar o preço do petróleo, refletindo diretamente no valor do diesel um dos principais custos do transporte no Brasil.

A região concentra algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, e o conflito, sem previsão de término, aumenta o risco de interrupções no fornecimento global.

Segundo o especialista Helder Queiroz, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, o cenário atual é mais complexo do que crises anteriores.
“Trata-se de uma crise do petróleo diferente de todas as outras, porque os desarranjos chegaram aos fluxos do comércio e mexem também com outros custos, como o frete internacional e o seguro dos navios”, explicou.

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Com isso, os impactos podem ir além dos combustíveis, atingindo diretamente a inflação, o custo do transporte e até o crescimento econômico, caso o cenário se agrave nos próximos meses.

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