GERAL
Agentes em operação na PCE estariam sem dinheiro para comer
Agentes penitenciários, lotados em municípios do interior de Mato Grosso, estão em Cuiabá desde 13 agosto, para atuar na Operação Elison Douglas, que promove limpeza na Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos. No entanto, ao menos 50 funcionários reclamam que ainda não receberam as diárias que são destinadas para custear alimentação e hospedagem.
Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen-MT), essa não é uma prática exclusiva do governo Mauro Mendes (DEM), visto, que outras gestões também tinham essa mesma dificuldade.
A presidente do Sindispen, Jacira Maria Costa explica que as informações repassadas sobre o não pagamento do auxílio são de que com a extinção da antiga Secretaria de Estado da Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), o sistema penitenciário foi incorporado na Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

“Há um programa diferenciado da Sejudh e precisa ser adaptado para a Sesp, para que o sistema penitenciário possa estar encaminhando os pedidos de diária e eles sejam executados. Vai levar aproximadamente 60 dias para que a situação seja resolvida. Os servidores que estão nessa operação, se não fosse o apoio do sindicato e da Aspec estariam tirando do próprio bolso para bancá-la”, esclarece.
Ela ainda argumenta de que o Sindispen é a favor da Elison Douglas, assim como as outras que estarão por vim, no entanto, os servidores pedem que as operações sejam pensadas estrategicamente para que quando os agentes do interior estiverem trabalhando tenha como se alimentar e sobreviver no exercício da função.
“Não podemos viver mais no amadorismo”, afirma Jacira.
Além do efetivo que atua na PCE, foram escalados mais 60 funcionários, 10 da Baixada Cuiabana e os outros 50 do interior do Estado.
O Sindispen-MT tem ajudado a custear, com certa dificuldade, o almoço e o jantar para esses servidores.
Outro Lado
A assessoria da Sesp afirmou que os dados estão sendo levantados e responderiam aos questionamentos em breve.
Operação
Uma grande operação foi deflagrada pelo Sistema Penitenciário para tirar regalias de presos na PCE, unidade considerada de segurança máxima, em Cuiabá.
A ação ocorre em sigilo, desde a segunda-feira (12), para fortalecer o enfretamento contra os crimes dentro da unidade prisional.
A Sesp ainda não divulgou relatório com informações da Elison Douglas. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma força-tarefa entrando no presídio pela madrugada.

Segundo o Sindspen, a ação é uma resposta ao pedido de socorro da categoria de agentes prisionais após a execução do agente Elison Douglas, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá), em 30 de junho.
A Polícia Judiciária Civil confirmou que o agente prisional foi vítima de uma emboscada. Ele foi morto com pelo menos 20 tiros no momento em que chegava em casa, no bairro Tessele Júnior. Um menor confessou a autoria do crime e disse que tinha uma desavença com o servidor. A polícia, no entanto, também tem como linha de investigação uma suposta ordem para matar Elison, que teria partido de dentro da cadeia.
Repórter MT
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