GERAL

Justiça suspende processo sobre morte de professor achado em cova rasa; acusado confessou crime

Publicado em

Vítima teria sido morta com golpe conhecido como “mata-leão”; três pessoas respondem pelo caso e audiência foi cancelada

A ação penal que apura a morte do professor de dança Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis, encontrado enterrado em uma cova rasa em outubro de 2025, sofreu uma reviravolta. A Justiça do Acre determinou a suspensão do processo que envolve três réus pelo crime.

A decisão foi tomada pela juíza Joelma Ribeiro Nogueira no dia 1º de setembro e está relacionada a uma discussão judicial envolvendo um pedido de incidente de insanidade mental apresentado pela defesa de uma das acusadas.

Com isso, o processo principal ficará paralisado até que a decisão que negou o pedido se torne definitiva, sem possibilidade de novos recursos. Medidas consideradas urgentes, entretanto, ainda poderão ser realizadas.

AUDIÊNCIA FOI CANCELADA

A Justiça havia tornado réus Victor Oliveira da Silva, Marijane Maffi e Limbson Santiago Pereira em abril deste ano. Uma audiência de instrução chegou a ser marcada, mas acabou cancelada e ainda não possui nova data.

Leia Também:  VEJA O VÍDEO: mulher é atropelada de moto pelo ex e morador que tentou ajudar também acaba agredido

Victor permanece preso. Limbson responde ao processo em liberdade. Já Marijane, que chegou a ser presa, foi posteriormente colocada em liberdade mediante medidas cautelares e teve autorização judicial para internação em uma clínica de reabilitação em Porto Velho (RO).

Quando a discussão sobre o incidente de insanidade mental terminar definitivamente, a Justiça deverá decidir também se os três continuarão respondendo juntos ou se o processo será desmembrado.

PROFESSOR DESAPARECEU E CARRO FOI ACHADO NA BOLÍVIA

O caso começou com o desaparecimento de Reggis, que saiu para realizar uma entrega em setembro de 2025 e não retornou. Dias depois, o carro dele foi localizado abandonado em um ramal próximo a Villa Rosário, na Bolívia.

As investigações avançaram até a localização do corpo do professor em uma cova rasa.

Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido morta por asfixia mecânica após receber um golpe conhecido como “mata-leão”.

Victor, apontado na investigação como autor do homicídio, confessou o crime e indicou às autoridades onde o corpo havia sido enterrado. Em depoimento, ele afirmou que mantinha um relacionamento com o professor e atribuiu o crime a uma discussão relacionada ao fim da relação.

Leia Também:  Prêmio Jabuti: conheça os semifinalistas da 65ª edição

SUSPEITO DISSE QUE DORMIU AO LADO DO CORPO

Um dos detalhes mais chocantes surgiu no próprio depoimento do acusado. Ele relatou que chamou Reggis para sua residência com a intenção de reatar o relacionamento e, após uma discussão, aplicou o golpe.

Victor teria percebido posteriormente que o professor estava morto e afirmou ter permanecido durante a noite ao lado do corpo.

A investigação também apontou possível participação de outras pessoas na ocultação dos vestígios. Marijane admitiu ter levado o carro da vítima para a Bolívia após o crime.

Apesar da suspensão da ação penal, o caso não foi arquivado. O processo permanece paralisado até a resolução da questão judicial que motivou a decisão.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA