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Médico é preso suspeito de mandar sequestrar, torturar e estuprar ex-companheiro após fim de relacionamento

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Um médico ginecologista de 38 anos e outras duas pessoas foram presos na quarta-feira (2), em Barreiras, no oeste da Bahia, suspeitos de envolvimento no sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos. O crime ocorreu em setembro de 2025.

De acordo com a investigação, o médico mantinha um relacionamento com a vítima e, após o término, teria contratado outros dois suspeitos para sequestrar e agredir o ex-companheiro.

A vítima trabalhava como motorista de aplicativo e havia se formado em medicina no Paraguai. Segundo a apuração, uma mulher teria atraído o homem por meio de uma falsa corrida. Ele foi levado até um local onde teria sido mantido em cativeiro por algumas horas.

Durante o período, conforme a investigação, a vítima foi submetida a tortura e violência sexual. Depois das agressões, foi abandonada sem roupas às margens de uma estrada na região de Catolândia.

O caso passou a ser investigado depois que a vítima procurou a polícia. Imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, trajetos percorridos pelos envolvidos e exames periciais foram utilizados durante as apurações.

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As prisões ocorreram durante a Operação Emboscada, realizada pela 1ª Delegacia Territorial de Barreiras. A Justiça também autorizou buscas em quatro endereços ligados aos investigados. Dispositivos eletrônicos e outros materiais foram apreendidos e serão analisados.

Os três presos são investigados por sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado. A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas.

A defesa do médico informou que a prisão é temporária, de caráter cautelar, e destacou que ele não foi condenado. Segundo os advogados, o processo tramita em segredo de Justiça e a defesa ainda aguardava acesso integral aos autos para se manifestar sobre as acusações.

A defesa de outro investigado também informou que aguardava acesso à investigação e que ele exerceria o direito ao silêncio até que os advogados tivessem conhecimento completo do processo. Já a defesa da terceira investigada ainda não havia apresentado posicionamento até a última atualização.

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