GERAL

PM é preso após atirar quatro vezes contra dono de oficina; vítima segue em estado grave. VEJA VÍDEO

Publicado em

Um policial militar de 44 anos foi preso após atirar quatro vezes contra o proprietário de uma oficina mecânica em Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. O ataque aconteceu na manhã de 1º de agosto de 2026 e foi registrado por câmeras de segurança instaladas no estabelecimento.

A vítima foi identificada como Wilian Wink, de 32 anos. Ele foi atingido por três dos quatro disparos efetuados: dois na região do abdômen e um na perna. Wilian foi socorrido e encaminhado para um hospital em Cachoeira do Sul, onde permanecia internado em estado grave nas atualizações divulgadas pela Polícia Civil.

As imagens mostram o policial entrando na oficina, avançando em direção ao empresário e iniciando uma discussão. Segundos depois, o militar saca a arma funcional e dispara contra Wilian. Pessoas que estavam dentro do estabelecimento correm assustadas após os tiros.

O policial foi identificado como Djavan Roger Fritsch.

Discussão teria começado após reclamação de barulho

Segundo o boletim de ocorrência, a companheira do policial teria telefonado relatando uma situação de perturbação do sossego provocada pela oficina.

Leia Também:  Homem é preso após matar mecânico por dívida de R$ 7 mil. VEJA VÍDEO

Após receber a ligação, Djavan teria deixado o município de Passa Sete e seguido até Sobradinho, onde ocorreu o confronto.

A Polícia Civil apurou ainda que os desentendimentos envolvendo o policial, familiares dele e a oficina não eram recentes. Segundo a delegada Graciela Foresti Chagas, havia um histórico de aproximadamente dois anos de conflitos relacionados principalmente ao barulho produzido no estabelecimento.

A oficina é especializada na preparação de motocicletas para competições e utiliza equipamentos para testes de velocidade e potência. Conforme a defesa da família de Wilian, o funcionamento desses equipamentos já havia provocado reclamações de moradores da região.

Ao menos sete ocorrências relacionadas à perturbação do sossego teriam sido registradas contra a oficina por familiares do policial e outros moradores.

Polícia pediu prisão preventiva do PM

Depois dos disparos, Djavan se apresentou em um quartel da Brigada Militar e entregou a arma utilizada.

Ele foi autuado em flagrante e encaminhado ao Presídio Policial Militar, em Porto Alegre, onde permaneceu preso.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva do policial militar. Até a atualização divulgada em 7 de agosto, o pedido ainda não havia sido analisado pela Justiça.

Leia Também:  URGENTE: homem espanca, golpeia com madeira e esfaqueia companheira em tentativa de feminicídio; VEJA VIDEO

O inquérito conduzido pela Polícia Civil analisa o caso como possível tentativa de homicídio e inclui depoimentos de testemunhas, análise das gravações e perícia na arma utilizada e nos projéteis retirados do corpo da vítima.

Polícia Militar também abriu investigação

Além do inquérito civil, a Brigada Militar instaurou investigação própria.

O procedimento militar apura, entre outros pontos, um possível abandono de posto, já que o policial estava em serviço quando se deslocou até a oficina, além de outros eventuais crimes militares relacionados à ocorrência.

A Brigada Militar afirmou em nota que não compactua com condutas incompatíveis com os princípios da instituição e que o episódio será apurado garantindo ao investigado o direito à ampla defesa e ao contraditório.

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e provas para esclarecer a motivação, a dinâmica completa dos disparos e definir o enquadramento criminal do caso.

VEJA VÍDEO

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA