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Probabilidade de El Niño muito forte no fim de 2026 chega a 95%

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Fenômeno já está configurado no Pacífico e previsões indicam elevada possibilidade de alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o verão

O fenômeno El Niño deve continuar se intensificando nos próximos meses e permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, segundo projeções de órgãos meteorológicos dos Estados Unidos e do Brasil.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e pode modificar o regime de chuvas, temperaturas e ventos em diversas regiões do planeta.

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informa que o El Niño deverá se fortalecer até o final de 2026 e apresenta 97% de probabilidade de permanecer ativo até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte, período correspondente aproximadamente a março e abril no calendário brasileiro. 

Os boletins oficiais mais recentes consultados também apontam uma possibilidade elevada de o episódio atingir intensidade excepcional. O painel do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica probabilidade superior a 90% de permanência do fenômeno pelo menos até o início de 2027 e destaca alta possibilidade de um El Niño muito forte, caracterizado por anomalias de temperatura superiores a 2°C no Pacífico Equatorial. 

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Sul pode enfrentar excesso de chuva

 

Historicamente, uma das principais consequências do El Niño no Brasil é o aumento das chuvas na Região Sul.

Com a intensificação do fenômeno, cresce a preocupação com períodos de chuva acima da média, temporais, elevação dos níveis dos rios, alagamentos e outros eventos relacionados ao excesso de precipitação.

O Inmet já aponta tendência de chuvas acima da média em áreas do Sul e de volumes abaixo da média em partes do centro-norte do país. 

Norte pode enfrentar estiagem e incêndios

Na Região Norte, principalmente em áreas da Amazônia, o efeito esperado é diferente.

O El Niño costuma favorecer redução das chuvas e temperaturas mais elevadas. Com menos precipitação, aumenta a possibilidade de avanço da estiagem, queda gradual dos níveis dos rios e ressecamento da vegetação.

Esse conjunto de condições também pode ampliar o risco de incêndios florestais durante os próximos meses.

O cenário exige atenção especialmente porque o Inmet prevê temperaturas acima da média em grande parte do país durante o segundo semestre, condição que pode favorecer ondas de calor e incêndios. 

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Fenômeno já está em andamento

As condições de El Niño foram oficialmente confirmadas em junho de 2026. Desde então, o aquecimento do Pacífico Equatorial vem sendo acompanhado por centros meteorológicos internacionais e brasileiros. 

As previsões podem sofrer ajustes à medida que novas medições são incorporadas aos modelos climáticos, mas o cenário atual indica que o fenômeno terá influência importante sobre o clima brasileiro nos últimos meses de 2026 e no começo de 2027.

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