MATO GROSSO

HORROR EM FAMÍLIA! Mulher confessa ter matado filha de 1 ano, aponta local da cova e é encontrada morta na delegacia

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Um caso cercado de mistério e horror mobiliza as forças de segurança no Nortão de Mato Grosso. Uma mulher presa preventivamente após confessar ter matado a própria filha, de apenas 1 ano e 8 meses, foi encontrada morta dentro de uma cela da Delegacia de Juara.

A informação foi confirmada pelo delegado Carlos Henrique Engelmann. Segundo ele, a mulher teria tirado a própria vida enquanto permanecia sob custódia. As circunstâncias da morte deverão ser formalmente apuradas.

O caso começou a ser investigado depois que o Poder Judiciário acionou a Polícia Civil durante a tramitação de um processo de prestação de alimentos e regulamentação de visitas movido pelo pai da criança.

Durante o processo, as autoridades perceberam que a menina não era vista havia aproximadamente dois anos. Ao serem questionados, a mãe e outros familiares não conseguiram explicar onde a criança estava.

Diante da ausência de informações, a Polícia Civil abriu um procedimento investigativo para descobrir o paradeiro da menina.

Durante as investigações, a mulher compareceu espontaneamente à delegacia. Em um primeiro momento, afirmou que teria entregado a filha, em janeiro de 2024, para uma mulher desconhecida que moraria em Campinas, no interior de São Paulo.

A versão, no entanto, não se sustentou após as primeiras verificações realizadas pelos investigadores.

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Posteriormente, acompanhada de um advogado, a mulher mudou o relato e confessou que a criança estaria morta. Ela afirmou ter enterrado o corpo em uma cova rasa nos fundos do sítio onde morava com a família.

Durante o interrogatório formal, a investigada também teria admitido que matou a filha por asfixia antes de enterrá-la.

Desde quarta-feira, equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Oficial e Identificação Técnica realizam escavações na área apontada pela mulher.

Apesar dos trabalhos, os restos mortais da criança ainda não foram encontrados. Segundo o delegado, a investigada não conseguiu indicar com precisão o ponto onde teria feito o enterro e apresentou mais de uma possível localização.

As buscas são dificultadas pelas condições do terreno, descrito como uma região de mata, com áreas alagadas, lama e características pantanosas.

Após a confissão, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva da mulher. A medida foi decretada pela Justiça depois de manifestação favorável do Ministério Público.

Enquanto estava detida, entretanto, a investigada foi encontrada sem vida na cela. Conforme o delegado, ela teria utilizado um cobertor para tirar a própria vida.

A possível motivação para a morte da criança também é investigada. Segundo Engelmann, a mulher apresentou versões diferentes durante os depoimentos.

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Em um dos relatos, teria mencionado traições cometidas pelo pai da menina. Para os investigadores, existe a possibilidade de que o crime tenha sido praticado como uma forma de vingança contra ele.

Em outros momentos, a mulher afirmou que não possuía condições de criar a filha e chegou a mencionar a possibilidade de entregá-la para adoção.

O delegado também relatou que a investigada demonstrava um comportamento considerado incomum durante as entrevistas. Por esse motivo, havia a intenção de solicitar um exame de sanidade mental, que não poderá mais ser realizado após a morte dela.

Mesmo sem a localização do corpo, a Polícia Civil acredita que a mulher possa ter falado a verdade sobre o enterro no sítio. As escavações continuarão até que a área seja completamente verificada.

O delegado ainda fez um alerta para que qualquer desaparecimento de criança seja comunicado imediatamente às autoridades. Segundo ele, a denúncia feita logo nos primeiros momentos pode facilitar as buscas e até impedir que uma situação termine de forma trágica.

A investigação continua, e as equipes permanecem mobilizadas para localizar os restos mortais da menina e esclarecer todos os detalhes do caso.

 

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