Polícia Penal apreendeu cinco embalagens durante ocorrência no parlatório da penitenciária; material deverá passar por perícia
Advogados são flagrados com pacotes de uísque durante atendimento a presos em MT; vídeos
Os advogados Caroline Oliveira de Queiroz e Taisnan Ferreira de Souza foram flagrados pela Polícia Penal durante uma ocorrência envolvendo a suposta entrega de bebidas alcoólicas a detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. O caso foi registrado na tarde de segunda-feira (14).
Conforme informações do boletim de ocorrência, os dois profissionais entraram juntos na unidade prisional para realizar o atendimento de um detento alojado no Raio 6.
Após entrarem na penitenciária, eles seguiram até o parlatório, ambiente reservado para o atendimento entre advogados e pessoas privadas de liberdade.
Porta fechada chamou atenção
A situação teria sido descoberta depois que um defensor público tentou acessar o parlatório e percebeu que a porta estava sendo mantida fechada pelo lado de dentro.
Diante do comportamento considerado incomum, ele acionou a equipe de contenção da unidade prisional para verificar o que estava acontecendo.
Quando os policiais penais chegaram ao local, segundo o registro da ocorrência, encontraram um dos advogados mantendo a porta fechada enquanto o outro supostamente repassava pacotes contendo bebida aos detentos.
Durante a intervenção, foram localizadas e apreendidas cinco embalagens que, conforme o registro, continham uísque.
O material foi recolhido e lacrado. As embalagens deverão ser submetidas à perícia para identificação e confirmação do conteúdo.
Advogados foram levados à direção da PCE

Após o flagrante, Caroline Oliveira de Queiroz e Taisnan Ferreira de Souza foram encaminhados à direção da Penitenciária Central do Estado para os procedimentos relacionados à ocorrência.
Um representante da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) acompanhou o caso.
De acordo com as informações registradas, a ocorrência foi inicialmente classificada como tráfico ilícito de drogas. As circunstâncias, porém, ainda deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis, inclusive quanto ao enquadramento jurídico definitivo dos fatos.
OAB acompanha o caso
Em manifestação sobre o episódio, a OAB-MT informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou os procedimentos com a finalidade de assegurar o respeito às prerrogativas profissionais dos advogados envolvidos.
A Ordem informou ainda que eventual conduta considerada incompatível com as normas éticas da advocacia poderá ser analisada pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED).
Caso seja identificada alguma infração ética após a apuração, o órgão poderá tomar as providências previstas nas normas da entidade.
O caso segue sob investigação.
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