POLÍCIA
Após matar comerciante e roubar ouro, bandidos fugiram em Jeep Compass
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na tarde desta segunda-feira (5), a Operação Ouro de Sangue para cumprir dois mandados de prisão preventiva contra os suspeitos de envolvimento no roubo seguido de morte do comerciante Hamilton Mota dos Santos, de 68 anos. O crime ocorreu no município de Poconé, a cerca de 104 km de Cuiabá, e causou forte comoção social.

Os presos foram identificados como Edivaldo Pereira da Silva e Alexandre da Silva Corrêa, apontados pelas investigações como autores do latrocínio.
Cena de extrema violência
O corpo do comerciante foi encontrado no dia 2 de janeiro, dentro de um banheiro localizado nos fundos da residência. Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava lesões perfurocortantes no pescoço e estava parcialmente coberta com terra e panos, numa tentativa de ocultação do cadáver.
Ainda conforme o levantamento policial, havia vestígios de sangue em diversos cômodos da casa, além de sinais de que os criminosos tentaram limpar o local, com o objetivo de suprimir provas.
Antes de matar o idoso, os suspeitos teriam revirado armários do imóvel e subtraído uma quantidade significativa de ouro, que era mantida na residência da vítima.
Veículo de luxo e venda do ouro
Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que, no horário aproximado do crime, um Jeep Compass esteve nas proximidades da casa do comerciante. Pouco depois, o veículo deixou o município de Poconé com destino à rodovia estadual MT-060.
No percurso, os ocupantes pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro em Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído, produto direto do crime.
As investigações também apontaram que os suspeitos adquiriram o veículo de luxo na manhã do crime, pelo valor de R$ 90 mil, apesar de não possuírem recursos financeiros compatíveis com a compra. Ao vendedor, eles teriam informado que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro.
Posteriormente, por meio da análise de transferências bancárias, a Polícia Civil confirmou que os valores obtidos com a venda do ouro roubado foram utilizados para quitar o pagamento do automóvel.
Prisão preventiva e investigação
Diante dos elementos reunidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos investigados. Os mandados foram deferidos pela Justiça e cumpridos no fim da tarde desta segunda-feira (5).
“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, afirmou o delegado.
Os presos permanecem à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação para o completo esclarecimento dos fatos.
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