MATO GROSSO

Foragido da Justiça de MT é acusado de ameaçar empresária e intimidar criança em Goiânia

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Segundo informações apuradas o grupo teria usado uma criança e idosos para pressionar a empresária a assumir dívida do ex-marido

Segundo a denúncia, homens teriam se apresentado como policiais, abordado o pai idoso e a filha da vítima e exigido a transferência de bens para quitar uma dívida atribuída ao ex-marido dela.

O empresário cuiabano Maike Koseki de Capua, que está foragido após ter a prisão decretada pela Justiça de Mato Grosso, foi denunciado por uma empresária de Goiânia por supostas ameaças, coação e intimidação contra ela e seus familiares.

Maike já era investigado por supostamente ameaçar um delegado da Polícia Civil de Mato Grosso e a esposa do policial. O novo episódio teria ocorrido no dia 14 de julho, véspera da operação realizada para tentar prendê-lo.

A empresária, identificada pelas iniciais C.D.C.M., registrou um boletim de ocorrência afirmando que as ameaças estariam relacionadas a uma dívida que Maike cobra de seu ex-marido, Phillip Wook Han. Ela afirma não ter qualquer responsabilidade pelo débito.

Conforme o relato, Maike e outros três homens teriam abordado o pai idoso da empresária quando ele foi buscar a neta, de apenas 9 anos, em uma academia de artes marciais, em Goiânia.

Segundo a denunciante, os homens se apresentaram como policiais e disseram que participavam de uma operação para encontrá-la. O pai e a criança teriam sido impedidos de deixar o local livremente e levados até o prédio onde a empresária morava.

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A mulher afirmou que recebeu uma ligação informando que os dois estavam sob “custódia” do grupo e que só seriam liberados depois que ela aceitasse conversar com os envolvidos.

Temendo pela segurança da filha e do pai, a empresária desceu até a entrada do condomínio. No local, conforme o boletim, havia aproximadamente sete homens esperando por ela.

A vítima relatou que o grupo exigia que ela assumisse a dívida atribuída ao ex-marido e utilizava constantemente a filha de 9 anos como forma de intimidação. Os suspeitos também teriam afirmado que ela resolveria a situação “de qualquer jeito”.

Ainda segundo a denúncia, o grupo, supostamente liderado por Maike, exigia que a empresária assinasse um contrato de transferência de bens. Com medo de sofrer algum tipo de violência, ela afirmou que concordaria com a exigência após consultar uma assessoria jurídica, mas que sua intenção era apenas ganhar tempo e deixar o local em segurança.

A mulher também relatou ter sido ameaçada de morte. Um dos integrantes do grupo teria alegado pertencer a uma organização criminosa.

Na mesma noite, a empresária deixou a residência acompanhada da filha e dos pais idosos e buscou abrigo em um endereço considerado seguro.

Ela afirma ainda que toda a família foi exposta diante de moradores do condomínio como se tivesse cometido algum crime, situação que teria provocado constrangimento, humilhação e danos à reputação das vítimas.

Parte da abordagem teria sido registrada pelo celular da empresária. Imagens também podem ter sido gravadas pelas câmeras de segurança da academia e das áreas comuns do condomínio.

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Após pesquisar o nome de Maike, a mulher descobriu que ele havia sido alvo, no dia seguinte ao episódio, de uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso relacionada às supostas ameaças contra um delegado e a esposa dele.

Depois da decretação da prisão, a empresária encaminhou uma carta à desembargadora Juanita Cleit Duarte, relatora do habeas corpus apresentado pela defesa do empresário no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

No documento, ela pediu que o benefício não fosse concedido e afirmou temer pela própria vida e pela segurança dos familiares.

A empresária também declarou que, mesmo após Maike se tornar foragido, integrantes do grupo teriam retornado ao condomínio sem a presença dele. Ela suspeita que os homens buscavam dinheiro para financiar uma possível fuga do empresário para fora do país.

Em um apelo à magistrada, a mulher afirmou ter decidido tornar o caso público para que qualquer ataque contra ela ou seus familiares possa ser investigado e relacionado às ameaças denunciadas.

O mérito do habeas corpus ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Maike Koseki de Capua permanece foragido, e os fatos narrados pela empresária deverão ser apurados pelas autoridades.

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