POLÍCIA

Mãe que jogou bebê no lixo é identificada e alega ‘confusão mental’

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A Polícia Civil identificou a mãe da bebê prematura encontrada morta dentro de uma caixa de papelão em uma lixeira de condomínio, em Várzea Grande. A mulher, de 25 anos, foi localizada após análise de imagens de câmeras de segurança e já prestou depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O corpo da recém-nascida foi encontrado no dia 23 de julho por um funcionário do condomínio. A bebê estava dentro de uma caixa, envolvida em uma sacola plástica e ainda com o cordão umbilical.

Durante as investigações, a mulher confirmou ser a mãe da criança e reconheceu que aparece nas imagens levando a caixa até a lixeira. À polícia, ela afirmou que suspeitava de uma possível gravidez, mas que continuava apresentando sangramentos e, por isso, não realizou acompanhamento pré-natal nem contou ao marido ou a familiares.

Segundo o depoimento, na noite anterior à localização do corpo, enquanto o marido dormia, a mulher teria entrado em trabalho de parto no banheiro da residência e dado à luz sozinha. Ela alegou que a bebê aparentava não apresentar sinais de vida após o nascimento.

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A investigada declarou que estava em estado de desespero e confusão emocional. Conforme a versão apresentada, ela cortou o cordão umbilical, colocou a recém-nascida em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos do parto e, durante a madrugada, descartou o material na lixeira do condomínio.

A mulher negou ter utilizado qualquer substância para provocar o parto e também afirmou que não recebeu ajuda de terceiros.

O marido foi ouvido pelos investigadores e confirmou, em linhas gerais, a versão apresentada pela esposa. Ele disse que só soube do ocorrido dias depois, após a repercussão do caso.

 

Bebê nasceu com vida

A perícia apontou que a criança era uma menina com aproximadamente 26 semanas de gestação, equivalente a cerca de seis meses, e pesava aproximadamente 750 gramas.

Não foram identificados sinais de violência física no corpo. No entanto, os exames indicaram que houve respiração após o nascimento, apontando que a bebê nasceu com vida e permaneceu viva por um curto período.

A causa da morte ainda não foi determinada. Uma das hipóteses analisadas é de que a extrema prematuridade tenha contribuído para o óbito.

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A Polícia Civil aguarda exames e laudos complementares para esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o parto e a morte da recém-nascida.

A investigação também busca descobrir se o parto ocorreu espontaneamente ou se houve uso de alguma substância ou outro tipo de intervenção para provocá-lo.

Segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, a mulher deverá ser indiciada inicialmente por homicídio. A tipificação, porém, poderá ser modificada ou incluir outros crimes, entre eles aborto, dependendo do resultado dos exames ainda pendentes.

O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e posteriormente encaminhado à Justiça.

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