CIDADES

MATO GROSSO é o 3º maior consumidor de maconha entre jovens e acende alerta nas escolas

Publicado em

Mato Grosso aparece entre os estados com maior consumo de maconha entre jovens no país, acendendo um alerta para autoridades, escolas e famílias. Em Cuiabá, a capital é a terceira com maior prevalência recente de uso da substância entre adolescentes de 13 a 17 anos.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE nesta semana. O levantamento aponta que 5,1% dos adolescentes da capital mato-grossense relataram uso recente de maconha, ficando atrás apenas de Florianópolis (7,5%) e Porto Alegre (5,5%).

Outro dado que preocupa é o início cada vez mais precoce. Segundo a pesquisa, 4,2% das crianças com menos de 13 anos já experimentaram algum tipo de droga ilícita, sendo a maioria meninos da rede pública de ensino.

De acordo com a socióloga Patrícia Carvalho, que atua no Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o cenário está diretamente ligado ao ambiente social e à influência de conteúdos consumidos nas redes sociais.

Leia Também:  URGENTE: Polícia Civil investiga ameaças contra pais de adolescente encontrada morta; VEJA

“O aumento no uso cada vez mais precoce está associado ao meio em que esses jovens vivem. A família e a sociedade precisam estar atentas aos fatores que influenciam esse comportamento”, destacou.

Ela reforça que mudanças de comportamento devem ser observadas tanto pelos responsáveis quanto pelas escolas, para que seja feito o encaminhamento adequado.

Ainda segundo a especialista, o uso de drogas — sejam lícitas ou ilícitas — impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo dos adolescentes, prejudicando o aprendizado e a capacidade de adquirir novas experiências.

Para enfrentar o problema, a rede estadual de ensino desenvolve ações preventivas com apoio de equipes multiprofissionais, incluindo psicólogos e assistentes sociais. Além disso, programas como o Proerd são aplicados nas escolas com foco na conscientização e prevenção.

A Seduc também mantém protocolos de acompanhamento, acionando responsáveis e órgãos de proteção sempre que situações de risco são identificadas.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA