CASO ROZELI

Militar utilizou outra arma para executar personal; PC busca comparsa

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Investigação aponta que arma da corporação não foi usada no crime

O soldado da Polícia Militar, Raylton Duarte Mourão, de 33 anos, não usou a arma da corporação para matar a tiros a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos. O suspeito, que confessou ser o autor dos tiros, se negou a revelar a identidade de quem era o piloto que conduzia a motocicleta e o levou até o local do crime. A Polícia Civil segue investigando o caso.

 

De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em coletiva realizada na manhã desta terça-feira (23), a arma usada não é a mesma que o soldado usa na corporação.

 

“Foi um revólver, provavelmente vai dar balística ao resultado, apesar de serem encontrados fragmentos, não foram encontrados nenhum estojo, então o que parece ser realmente é um revólver, e ele confirma ser um revólver, até porque a caixa de munições encontrada na casa, no lixo dele, caixa nova, era de 38, era de um revólver”, disse.

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Conforme Abreu, a única coisa que Raylton confirma é que foi até o estado do Pará e jogou a arma em um rio. Contudo, a história é “sem pé nem cabeça” para os investigadores. “Ele só afirma que foi ao estado do Pará jogar o revólver, explicou uma situação sem perna e cabeça, que a gente não acredita, ele não saiu da cidade. Falou que a moto ele não sabe onde está, e a arma ele teria jogado no Rio, no estado do Pará”, narrou Abreu.

Rozeli foi morta a tiros no dia 11 deste mês por volta das 6h, no bairro Cohab Canelas,em Várzea Grande, quando saía de casa para trabalhar. A Justiça havia decretado a prisão temporária de Mourão e de Aline Valandro Kounz, por 30 dias, após a Polícia Civil não ter conseguido cumprir mandados de busca e apreensão contra eles no último sábado (13).

O soldado não quis revelar a identidade do piloto da motocicleta, tampouco se o comparsa também seria policial militar. “A moto também não era dele. Ele não quis falar quem era [o comparsa]. [Nem se policial também?] Não, ele não quis informar”, declarou.

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A esposa dele se entregou na manhã desta terça-feira e está endo ouvida pelos delegados que conduzem as investigações.

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