DESDOBRAMENTO DO ATAQUE

Mulher nega envolvimento, mas Justiça decreta prisão por ataque brutal contra vereador em MT

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A Justiça decretou a prisão preventiva de Bruna Kauanny Cardoso, de 24 anos, apontada pela investigação como suspeita de envolvimento no violento roubo contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e a família dele, em Rondonópolis, Mato Grosso.

A decisão foi tomada pelo juiz Pedro Flory Diniz, do Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (30).

Durante o depoimento, Bruna negou participação direta no crime. Segundo a versão apresentada por ela, sua única ligação com o caso teria sido o empréstimo de uma motocicleta para um dos envolvidos.

A investigada também negou ter prestado qualquer tipo de auxílio aos criminosos. A Polícia Civil, porém, afirma ter encontrado em posse dela objetos e dinheiro que teriam relação com o roubo.

Entre os materiais apreendidos estão aproximadamente R$ 17 mil em dinheiro, uma aliança pertencente a uma das vítimas, dois capacetes e 15 munições calibre .40.

Dinheiro teria sido deixado na casa da suspeita

Conforme os investigadores, parte do dinheiro teria sido deixada na residência de Bruna por um dos suspeitos apontados pelas vítimas como participante do assalto.

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A polícia apura se ela teria exercido alguma função na logística da ação ou na guarda de dinheiro e objetos roubados.

O ataque aconteceu na madrugada de segunda-feira (28) e terminou com o vereador e a esposa submetidos a violência dentro da própria residência.

Durante o crime, o parlamentar teve parte da orelha direita cortada pelos assaltantes. Segundo a investigação, os criminosos procuravam uma suposta quantia de R$ 1 milhão que acreditavam estar escondida na casa.

No entanto, conforme as autoridades, o grupo teria conseguido levar aproximadamente R$ 42 mil, além de outros objetos.

Criminosos fizeram ligações durante o assalto

Outro ponto que está sendo investigado é a possível participação de outras pessoas na ação.

De acordo com os relatos das vítimas, os criminosos mantiveram contato por telefone com terceiros durante o roubo. A Polícia Civil tenta identificar quem estava do outro lado das chamadas e qual teria sido a função de cada possível envolvido.

Um dos suspeitos, de 20 anos, continua foragido.

As investigações seguem para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar os demais participantes e recuperar os bens levados da residência.

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Até o momento, segundo as autoridades, não há elementos que indiquem motivação política. A principal linha investigativa é de um crime patrimonial, sem prejuízo de outras hipóteses que possam surgir durante a apuração.

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