TAXA DO PRAZER

Profissionais do sexo denunciam cobrança de R$ 50 por dia para trabalhar no Zero KM

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A Polícia Civil investiga quem estaria por trás da suposta cobrança em Várzea Grande

Garotas de programa, travestis e mulheres trans que trabalham na região do bairro Jardim Potiguar, conhecida como Zero KM, em Várzea Grande, denunciaram uma suposta cobrança diária de R$ 50 para permanecerem no local.

As informações chegaram ao conhecimento da Polícia Civil, que iniciou levantamentos para verificar a veracidade da denúncia e identificar quem estaria organizando as cobranças.

De acordo com uma mensagem que circula entre as profissionais, a taxa seria exigida de segunda-feira a sábado, chegando ao valor de R$ 300 por semana. Aos domingos, as pessoas supostamente cadastradas não precisariam realizar o pagamento.

O conteúdo ainda informa que, em troca do dinheiro, seriam oferecidos alguns tipos de suporte, como a instalação de coberturas em pontos das ruas para proteção contra o sol e a chuva. Também haveria a possibilidade de moradia provisória para profissionais vindas de outras cidades ou estados.

Apesar das informações divulgadas, a mensagem não identifica os responsáveis pela iniciativa e não comprova que os valores estejam realmente sendo cobrados. Também não há confirmação de qualquer autorização oficial para a implantação desse suposto sistema.

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A região do Zero KM é conhecida pela concentração de bares e casas noturnas, além da presença de profissionais do sexo que atuam nas ruas.

Segundo relatos encaminhados às autoridades, a possível cobrança provocou preocupação entre as trabalhadoras, principalmente porque não existem informações claras sobre quem estaria coordenando o esquema nem qual seria a finalidade do dinheiro arrecadado.

A Polícia Civil investiga se a situação pode configurar extorsão, ameaça, constrangimento ou exploração das profissionais. Pessoas que tenham informações sobre as cobranças ou saibam quem são os possíveis responsáveis devem procurar as autoridades.

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