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Empresário pediu conselho ao ChatGPT antes de ser preso; esposa apagou mensagens e acabou detida

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Investigação da Polícia Civil em Sorriso apura crimes contra crianças e adolescentes; três pessoas já foram presas no caso

A investigação conduzida pela Polícia Civil de Sorriso sobre crimes contra crianças e adolescentes ganhou novos desdobramentos com a prisão de Verginia Locatelli, de 45 anos, esposa do empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos.

Segundo a Polícia Civil, a análise de celulares, pendrives, computadores e outros equipamentos eletrônicos apreendidos durante a investigação revelou novos elementos que passaram a ligar Verginia aos fatos apurados.

De acordo com a delegada Layssa Crisóstomo, algumas mensagens teriam sido apagadas dos dispositivos. Mesmo assim, os investigadores conseguiram recuperar informações e reunir elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva.

Verginia foi presa na quarta-feira (12), em Guarapari, no Espírito Santo, com apoio da Polícia Civil daquele estado.

Ela foi indiciada por crimes relacionados à produção, transmissão, disponibilização, posse e armazenamento de material de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes.

Empresário teria recorrido ao ChatGPT

Outro ponto que chamou atenção durante a investigação foi uma consulta atribuída a Fábio Serafim ao ChatGPT.

Segundo informações divulgadas pelo JK Notícias, ao tomar conhecimento de que poderia ser preso, o empresário teria procurado orientações na inteligência artificial sobre como se aproximar de Deus depois de ter cometido um crime grave e continuar sendo atormentado pela própria consciência.

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Fábio também teria conversado com advogados e demonstrado preocupação sobre a possibilidade de a Polícia Civil conseguir acessar o conteúdo armazenado em seu telefone.

A investigação também apura conversas relacionadas à possível exclusão de mensagens e arquivos.

Fábio está preso desde o dia 15 de julho, quando foi alvo da Operação Puer Defensu. Ele é investigado por estupro de vulnerável e por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente relacionados à exploração sexual infantojuvenil.

Prisão de Verginia ocorreu após avanço da perícia

 

Na primeira fase da operação, Verginia não foi presa. Segundo a delegada responsável pelo caso, naquele momento ainda não existiam elementos suficientes para justificar uma prisão preventiva, e a Justiça havia determinado medidas cautelares.

Com o avanço da perícia nos equipamentos eletrônicos e novas diligências, a Polícia Civil afirma ter encontrado indícios que reforçaram a suspeita de participação da mulher.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário acompanhado do pedido de prisão preventiva.

A Justiça decretou a prisão no domingo (9), para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal.

Após descobrir que Verginia estava em Guarapari, a Polícia Civil de Mato Grosso solicitou apoio às autoridades do Espírito Santo e cumpriu a ordem judicial.

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A polícia destacou que Verginia não estava proibida de deixar Mato Grosso. Por isso, não há confirmação de que a viagem tenha ocorrido com intenção de fuga.

Três pessoas já foram presas

A investigação teve início após a prisão de uma jovem de 19 anos, apontada pela Polícia Civil como suspeita de aliciar vítimas e produzir ou fornecer materiais relacionados aos crimes investigados.

A partir da análise do aparelho celular da jovem e de outras diligências, os investigadores chegaram ao empresário e, posteriormente, reuniram elementos envolvendo a esposa dele.

Com isso, três pessoas já foram presas no decorrer do caso.

Durante as operações, foram apreendidos celulares, computadores, mídias de armazenamento e outros equipamentos que continuam sendo analisados pela perícia.

A Polícia Civil busca esclarecer a participação individual de cada investigado, identificar eventuais outros envolvidos e verificar se existem novas vítimas.

Por envolver crianças e adolescentes, detalhes explícitos foram preservados nesta reportagem para evitar exposição e revitimização.

Os investigados permanecem à disposição da Justiça. As acusações ainda serão analisadas no processo, com direito ao contraditório e à ampla defesa.

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