SAÚDE

“Food noise” é fenômeno que faz o cérebro pedir comida mesmo sem fome, explicam especialistas

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Pensar em comida ao longo do dia é comum, mas quando esses pensamentos se tornam constantes, involuntários e difíceis de controlar, mesmo após as refeições, especialistas chamam o fenômeno de “food noise” (ou “barulho da comida”).

Segundo endocrinologistas, o quadro não está ligado apenas a comportamento ou falta de disciplina, mas pode envolver fatores hormonais, metabólicos e emocionais que influenciam diretamente o apetite e a relação com a alimentação.

O “food noise” é descrito como a presença persistente de pensamentos sobre comida, mesmo sem fome física. Em alguns casos, essas ideias ocupam grande parte do dia e podem gerar ansiedade, culpa e dificuldade para manter hábitos alimentares equilibrados.

Especialistas explicam que o fenômeno está relacionado ao funcionamento de hormônios ligados à fome e à saciedade, como leptina, grelina, GLP-1 e outros mecanismos do cérebro responsáveis pelo controle da recompensa alimentar. Quando há desequilíbrio nesses sistemas, o cérebro pode permanecer em estado constante de “busca por comida”.

Além dos fatores biológicos, condições como estresse, privação de sono e dietas muito restritivas também podem intensificar o problema. O estresse prolongado, por exemplo, pode ativar circuitos cerebrais que aumentam a vontade de consumir alimentos mais calóricos e de rápida recompensa.

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Especialistas ressaltam que o “food noise” não é uma doença isolada, mas pode estar associado a quadros como obesidade, compulsão alimentar e ansiedade. Por isso, quando há impacto na rotina, sofrimento emocional ou perda de controle alimentar, é recomendada avaliação profissional.

Entre os sinais de alerta estão pensamentos frequentes sobre comida ao longo do dia, sensação de urgência para comer, episódios de compulsão, culpa após as refeições e ansiedade relacionada à alimentação.

Em alguns casos, tratamentos que atuam nos hormônios do apetite têm sido estudados como forma de reduzir esses pensamentos persistentes, especialmente em pessoas com obesidade. No entanto, especialistas reforçam que a abordagem deve ser individualizada e considerar aspectos físicos, emocionais e comportamentais do paciente.

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