SAÚDE

Nova injeção contra hepatite B elimina vírus em até 20% dos casos em estudos clínicos

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Um medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica GSK apresentou resultados positivos no tratamento da hepatite B crônica. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28/5) durante congresso da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, a substância conseguiu eliminar sinais do vírus em cerca de 20% dos pacientes tratados.

O remédio, chamado bepirovirsen, foi testado em dois estudos de fase 3 com mais de 1.800 pacientes em 29 países. Os resultados também foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine.

Os pesquisadores apontam que a chamada “cura funcional”, quando o vírus deixa de ser detectado no sangue e permanece inativo mesmo após a suspensão do tratamento, foi alcançada em taxas entre 19% e 20% nos pacientes que receberam o medicamento associado ao tratamento padrão. Atualmente, terapias disponíveis atingem esse resultado em cerca de 1% dos casos.

Nos pacientes com níveis mais baixos do antígeno de superfície da hepatite B antes do início do tratamento, a taxa de resposta chegou a 26%.

O bepirovirsen é um oligonucleotídeo antissenso, tecnologia que atua diretamente no material genético do vírus, com o objetivo de impedir sua replicação e permitir que o sistema imunológico volte a controlar a infecção. O medicamento é aplicado por injeção subcutânea semanal durante seis meses.

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A GSK informou que o tratamento também apresentou resultados estatisticamente significativos nos principais critérios avaliados nos estudos.

A hepatite B é uma infecção viral que atinge o fígado e pode evoluir para complicações graves, como cirrose e câncer hepático. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 250 milhões de pessoas vivem com a forma crônica da doença no mundo.

A transmissão ocorre por contato com sangue e fluidos corporais contaminados. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas parte dos pacientes desenvolve infecção persistente.

Durante os testes, foram registrados efeitos colaterais, principalmente reações no local da aplicação. Cerca de 7% dos participantes apresentaram alterações laboratoriais hepáticas consideradas graves.

A empresa afirma que continuará os estudos, incluindo combinações do bepirovirsen com outros medicamentos, para tentar aumentar as taxas de resposta ao tratamento.

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